Em crise, o Ceará é derrotado pelo Operário
Confira a coluna desta segunda-feira (1º) do comentarista Wilton Bezerra
Nos primeiros 15 minutos, o Operário sentiu que "dava para jogar".
Fernando, ala do Ceará, deu bobeira e Pablo finalizou para bater na zaga.
A seguir, foi a vez do meio- campista Vinícius Diniz finalizar, sem marcação, por cima do gol alvinegro.
O Ceará só foi tomar tenência, depois disso, com um jogo posicional pela direita.
Com espaço ocupado por Dieguinho, Melk e Matheus Araújo, o Ceará criou situações de gol.
A melhor delas com Wendel, em grande defesa de Vagner, bom goleiro do Operário.
Aos 38 minutos, Melk recebeu um lançamento pelo meio da área. Com categoria, livrou-se da ação dos zagueiros e abriu a contagem.
Bem que o Ceará poderia ter conseguido um placar mais folgado. Foi melhor.
A segunda etapa reservou um desastre para o alvinegro.
Com 13 minutos, o Ceará tomou a virada. Boschila, de falta, e Gabriel Feliciano, em contra-ataque de manual, fizeram 2 x 1.
Para completar a "tragédia" alvinegra, Fernandinho foi expulso.
A partir daí, a "luz apagou" e o jogo sumiu.
O Operário recuou para garantir o que estava guardado.
Mozart fez alterações de cambulhada, o Ceará usou o coração para suprir a desvantagem, mas se perdeu no caminho.
"De agrado", o meio-campista Lucas Lima foi expulso (mais uma vez), aos 47 minutos.
A derrota num momento dificil gerou uma decisão da diretoria alvinegra: a demissão do treinador Mozart.
Na luta do rochedo contra o mar, quem perde é o crustáceo (o treinador).