Desrespeito pelos símbolos
Confira a coluna desta terça-feira (24) do comentarista Wilton Bezerra
Escrevi, dias atrás, que quem destrói símbolos importantes de sua história tende a definhar.
Vejam as camisas de times de futebol, cujas cores e modelos são apelos maiores para conquistar adeptos.
Antes, um time possuía, no máximo, dois modelos imaculados de camisa.
Hoje, são até seis diferentes, para atender à uma tara pelo lucro em suas vendas.
Muitas delas chegam a desrespeitar a tradição dos clubes.
Estampam tanta publicidade que não são mais tratadas de "mantos sagrados".
E, agora, o buxixo da hora gira em torno das novas camisas da seleção brasileira.
Em primeiro lugar, é bom adiantar o seguinte: a camisa do nosso escrete é um pedaço de pano amarelo, considerado sudário do futebol Mundial.
Mas, parece não merecer respeito pelos idealizadores de seus modernos padrões.
Sugere que o brasileiro trate a seleção como "brasa". No uniforme azul, exorta-se o diabo.
Sinceramente, além da sanha mercadológica, a que se destina esse absurdo?
Como diria a patuleia: "É muita ciência".
Um certo Nelson encontraria outra explicação: "Os idiotas perderam a modéstia".