Opinião: Carpini e Mozart precisam aproveitar o potencial ofensivo dos elencos e não desperdiçar

Leão e Vovô estão jogando abaixo do que podem por cautela excessiva de Carpini e Mozart

Escrito por
Vladimir Marques vladimir.marques@svm.com.br
(Atualizado às 16:12)
Legenda: Carpini no Leão e Mozart no Vovô têm trabalhos contestados
Foto: Thiago Gadelha e Fabiane de Paula/SVM

Fortaleza e Ceará têm em comum na temporada 2026 a decepção em forma de resultados e estilo de jogo. È duro ver ambos jogarem, pela cautela excessiva de Carpini no Fortaleza e Mozart no Ceará.

Em um ano em que os dois precisam ser protagonistas, Carpini e Mozart vão na contramão, escalando formações defensivas e atuando com uma cautela que não se justifica. Não estamos falando de uma Série A com elencos muito mais fortes, e sim de uma Série B em que os dois têm os maiores orçamentos e nenhum adversário é superior em elenco, no máximo alí do mesmo nível, como Goiás e Sport.

O que faz Carpini

Legenda: O Fortaleza fez um jogo sem inspiração no Castelão contra o Cuiabá
Foto: Leonardo Moreira / Fortaleza EC

Mas o que se viu até agora na Série B em duas rodadas são formações defensivas, pouca ousadia ofensiva e nenhuma vitória. É um desperdício de potencial ofensivo.

Carpini têm utilizado 3 zagueiros constantemente e apenas Luiz Fernando na frente, sem pontas para quebrar linhas. Ele pediu atacantes e o clube trouxe Paulo Baya, Wellington e Vitinho. Mas nenhum sequer entrou contra o Cuiabá no Castelão.

 

Aí, com Pochettino e Prior de falsos pontas, o time não rende, não tem velocidade.

Ele também precisa de presença de área na frente, mas não escala Miritello ou Lucas Emanoel de início. 

O Fortaleza precisa ser protagonista na Série B, tem elenco para subir.

O que faz Mozart

Atletas de Ceará e São Bernardo-SP em ação
Legenda: O Ceará empatou com o São Bernardo-SP em 1 a 1 pela Série B
Foto: Kid Júnior / SVM

O treinador do Ceará foi campeão da Série B com o Coritiba no ano passado com um futebol mais pragmático, mais defensivo e com poucos gols, mesmo no Couto Pereira. O alto aproveitamento fora de casa se deu pela estratégia sólida de contra-ataque.

Mas no Ceará não tem dado certo. Ele foi com 3 zagueiros (Luizão, Julio César e Eder) e 2 volantes pegadores (Richardson e Lucas Lima) contra a limitada Ponte Preta e só foi pra cima quando ficou com um a menos e tomou um gol. Só arriscou quando tudo já estava perdido e buscou um ponto. O trio Giulio, Matheusinho e Juan Alano melhorou o time.

Ainda que Fernandinho e Wendel estejam muito mal, ele têm peças para deixar o Ceará mais ofensivo, como Melk, Giulio, dar mais minutos para Matheusinho e testar Gustavo Prado. E quem sabe até para Lucca.

O Ceará também precisa ser protagonista na Série B e também tem elenco para subir.

Sem Paciência

Com atuações tão ruins, as torcidas são impacientes e comparecem pouco, já que o futebol não agrada.

A pressão em cima dos dois treinadores é grande, condizente com o tamanho dos clubes, das torcidas e da expectativa nesta Série B.

A competição é muito equilibrada, qualquer time pode ganhar do outro, mas é preciso ousar mais ofensivamente pra isso. Espero que os dois técnicos repensem suas estratégias antes que seja tarde demais, tanto para a continuidade deles, quanto as chances de acesso de Vovô e Leão.

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