O que Ancelotti pretende taticamente com as mudanças no Brasil em último amistoso antes da Copa

Treinador fará mudanças para amistoso contra o Egito

Escrito por
Vladimir Marques vladimir.marques@svm.com.br
(Atualizado às 23:56)
Legenda: O técnico italiano Carlo Ancelotti deve mexer no time do Brasil para o amistoso com o Egito
Foto: Rafael Ribeiro / CBF

O Brasil fará seu último amistoso antes da Copa do Mundo neste sábado (6), diante do Egito,  às 19 horas, no estádio Huntington Bank Field, em Cleveland, nos Estados Unidos.

Será a última oportunidade para o técnico Carlo Ancelotti testar taticamente a equipe antes da estreia no dia 13 contra Marrocos.

O Egito se assemelha taticamente ao Marrocos, mesmo sem a mesma qualidade individual dos jogadores e dinâmica coletiva, por isso é um bom teste.

O treinador afirmou em entrevista coletiva na véspera do jogo que o sistema com 4 atacantes, o 4-2-4 implementado por ele como esquema base já está consolidado e que ele precisa testar alternativas.

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Legenda: Jogadores da Seleção Brasileira de futebol.
Foto: Nelson Terme/ CBF

Mas que alternativas são essas? E porque os testes táticos são tão necessários?

Porque o 4-2-4 não funcionou na derrota para a fortíssima França no dia 27 de março por 2x1 em Boston, nem diante da frágil seleção do Panamá no dia 31 de maio no Maracanã, mesmo goleando por 6x2.

Diante dos dois adversários, ter apenas dois jogadores no meio permitiu a eles, de níveis muitos discrepantes, levarem perigo ao gol do Brasil.

Portanto, o treinador quer testar uma formação mais segura, que fortaleça a marcação no meio campo e ao mesmo tempo, que mantenha a força ofensiva.

O time mais recente, que começou o jogo contra o Panamá foi : Alisson; Wesley, Bremer, Léo Pereira e Alex Sandro; Casemiro e Bruno Guimarães; Luiz Henrique, Raphinha, Matheus Cunha e Vinícius Júnior.

Casemiro e Bruno Guimarães foram os dois únicos jogadores de meio campo e deixou a equipe vulnerável defensivamente. E os 4 na frente não conseguiram produzir o esperado.

A equipe só melhorou na etapa final com a entrada de um 3º homem no meio campo, como  Danilo, do Botafogo, além de Paquetá e Igor Thiago na frente,

Duas mudanças relevantes taticamente

Para o jogo com o Egito, a primeira entrada mais relevante é Paquetá. O jogador do Flamengo fará a função de camisa 8, entrando no lugar de Matheus Cunha. O ex-titular joga de 10 ou 9, mas não rendeu o esperado na recomposição e criação.

Paquetá não será um 10 clássico, mas sim um híbrido: com a bola será 3º homem de meio campo, auxiliando Casemiro e Bruno Guimarães na marcação e ocupação de espaço no meio, mas com a bola, será um meia com chegada na frente. È essa função híbrida que ele faz no Flamengo.

A outra mudança é a entrada de Igor Thiago, típico centroavante. Ele ganha a posição de Luiz Henrique. Igor Thiago dá presença de área ao Brasil, deixando o time mais forte fisicamente e no jogo aéreo.

As outras duas mudanças, com Marquinhos na zaga, saindo Bremer, e com Douglas Santos na lateral-esquerda no lugar de Alex Sandro não alteram taticamente a equipe.

Portanto, o Brasil jogará assim: Alisson, Wesley, Marquinhos, Léo Pereira e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães, Lucas Paquetá e Raphinha; Igor Thiago e Vini Júnior.

Alterações ajudam Vini Jr 

E entrada do centroavante ainda permite que Vini Junior se aproxime dele como um segundo atacante, como fazia com Benzema no Real Madrid com o próprio Ancelotti. Claro que Igor Thiago não é o Benzema, longe disso, mas a função é a mesma, incliusive com ele saindo da área também quando preciso.

E a entrada de Paquetá ainda faz com que Vini Junior não precise recompor tanto defensivamente, o deixando 'fresco' para as tarefas ofensivas, como já disse que quer Ancelotti.

Portanto, a entrada de dois jogadores muda taticamente a Seleção Brasileira e pode ser uma alternativa de mais equilíbrio tático antes da Copa. Se der certo, pode ser repetida contra Marrocos, o mais forte adversário na 1ª Fase.

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