Mudanças são certeiras, com Cunha e Danilo, mas formação precisa ser testada contra rival mais forte
Seleção Brasileira teve boa atuação contra o Haiti, com mudanças de Ancelotti funcionando
A estreia ruim do Brasil fez com que os debates por mudanças na escalação de Ancelotti fossem potencalizados, praticamente monopolizando o noticiário. E Ancelotti mudou o time contra o Haiti, não se forma radical, mas apenas duas mudanças sutis: Danilo no lugar de Ibanez na lateral-direita, e Matheus Cunha no lugar de Igor Thiago no ataque.
E deu certo? Sim. Ainda que o Haiti seja um adversário fraco, com marcação deficiente e ataque limitadíssimo, as trocas deram certo.
Mudanças
Matheus Cunha foi o maior acerto, com 2 gols e mais participação. Se Igor Thiago já tinha perdido chances claras no amistoso contra o Egito perto da estreia, e na estreia contra Marrocos feito pouco, Matheus Cunha aproveitou as chances que teve e fez 2 gols de centroavante.
Ele, que nem joga assim no Manchester United, sendo um 10 quando preciso, recuando para armar o jogo. Com certeza ele não deve mais sair do time titular.
A entrada de Danilo deu mais segurança na defesa. Ele tirou até uma bola em cima da linha, evitando um gol do Haiti.
Por característica e idade avançada, Danilo subiu pouco ao ataque, fazendo mais a recomposição defensiva, permitindo assim, mais subidas do Bruno Guimarães e Raphinha não precisar voltar quanto.
Teste mais forte
O Brasil precisa de um teste mais forte para esta formação. O Haiti não é parametro. A Escócia é um time mais forte que o Haiti e será um teste interessante para essa formação.
Que deve ser modificada com a ausencia de Raphinha. Ele sentiu a coxa e foi substituido por Rayan. A característica é um pouco diferente, com Ryan mais rápido, mas menos técnico.
Mas como Raphinha não estava bem, Ryan pode melhrar o nível do time.
Agora é esperar a Escócia, já que o meio campo teve uma atuação melhor, com Casemiro, Bruno Guimarães e Paquetá. Este último foi muito bem, como ótimos passes.
O time ainda precisa evoluir muito, mas dar sequência a esta formação será importante para entrosar e dar confiança na Copa.
Para ser líder da chave, o Brasil precisa de uma boa vitória contra a Escócia na 3ª rodada, se mantendo na frente de Marrocos no saldo, e ter uma formação confiável e encaixada é um primeiro passo.