Mudanças são certeiras, com Cunha e Danilo, mas formação precisa ser testada contra rival mais forte

Seleção Brasileira teve boa atuação contra o Haiti, com mudanças de Ancelotti funcionando

Escrito por
Vladimir Marques vladimir.marques@svm.com.br
(Atualizado às 11:57)
Legenda: Matheus Cunha foi a novidade como titular e fez dois gols
Foto: DIVULGAÇÃO / FIFA

A estreia ruim do Brasil fez com que os debates por mudanças na escalação do técnico Carlo Ancelotti fossem potencializados, praticamente monopolizando o noticiário. E o italiano mudou o time contra o Haiti, não de forma radical, mas com apenas duas mudanças sutis: Danilo no lugar de Ibanez na lateral-direita, e Matheus Cunha no lugar de Igor Thiago no ataque.

E deu certo? Sim. Ainda que o Haiti seja um adversário fraco, com marcação deficiente e ataque limitadíssimo, as trocas deram surtiram efeito.

Mudanças

Matheus Cunha foi o maior acerto, com 2 gols e mais participação na criação de jogadas e movimentação.

Se Igor Thiago já tinha perdido chances claras no amistoso contra o Egito perto da estreia, e na estreia da Copa contra Marrocos feito pouco, Matheus Cunha aproveitou as chances que teve e fez 2 gols de centroavante.

Ele, que nem joga assim no Manchester United, sendo um 10 quando preciso, recuando para armar o jogo, foi muito bem. Com certeza ele não deve mais sair do time titular.

Legenda: O Brasil fez um jogo mais seguro e a formação agradou, mas precisa de um teste mais pesado
Foto: Rafael Ribeiro / CBF

A entrada de Danilo deu mais segurança na defesa. Ele tirou até uma bola em cima da linha, evitando um gol do Haiti.

Por característica e idade avançada, Danilo subiu pouco ao ataque, fazendo mais a recomposição defensiva, permitindo assim, mais subidas do Bruno Guimarães e Raphinha não precisar voltar quanto o Brasil perde a bola.

Teste mais forte

Claro que o Brasil precisa de um teste mais forte para esta formação. O Haiti não é parâmetro. A Escócia é um time mais forte que o Haiti e será um teste interessante para esse novo time canarinho. Até porque, depois da Escócia é mata-mata, contra Holanda, Japão ou Suécia.

Mas a formação que já deu certo deve ser modificada com o desfaque de Raphinha. Ele sentiu a coxa e foi substituido por Rayan. A característica é um pouco diferente, com Ryan mais rápido, mas menos técnico.

Mas como Raphinha não estava bem, Ryan pode melhrar o nível do time.

Agora é esperar a Escócia, já que o meio campo teve uma atuação melhor, com Casemiro, Bruno Guimarães e Paquetá. Este último foi muito bem, como ótimos passes.

O time ainda precisa evoluir muito, mas dar sequência a esta formação será importante para entrosar e dar confiança na Copa.

Para ser líder da chave, o Brasil precisa de uma boa vitória contra a Escócia na 3ª rodada, se mantendo na frente de Marrocos no saldo, e ter uma formação confiável e encaixada é um primeiro passo.

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