De olho na Copa do Mundo, Ancelotti acha uma seleção versátil, sem camisa 10 clássico e centroavante

Brasil vence Coreia do Sul em amistoso com quarteto funcionando bem

Escrito por
Vladimir Marques vladimir.marques@svm.com.br
(Atualizado às 16:37)
Legenda: Rodrygo é o camisa 10 da Seleção Brasileira e joga como praticamente um quarto atacante
Foto: @rafaelribeirorio / CBF

A Seleção Brasileira deixou ótima impressão em amistoso nesta sexta-feira (10), ao bater a Coreia do Sul em Seul por 5x0. Em que pese a fragilidade do adversário, muito ingênuo na marcação, o Brasil de Carlo Ancelotti mostrou boas credenciais pensando na Copa do Mundo de 2026.

As principais credenciais são ofensivas e concentradas no quarteto de frente formado por Rodrygo, Estêvão, Vini Jr e Matheus Cunha.

O detalhe é que nenhum deles é camisa 10 clássico ou centroavante - principais carências do futebol brasileiro - tornando o ataque da Seleção móvel e de muita velocidade.

Rodrygo usa a camisa 10, mas não é aquele meia clássico, se aproximando muito dos atacantes e sendo até um em alguns momentos. Ele fez dois gols em seu retorno à Seleção e pode colocar uma dúvida na cabeça de Ancelotti sobre ele ou Raphinha na função.

Legenda: A Seleção Brasileira fez um jogo impositivo e com quarteto ofensivo de destaque
Foto: @rafaelribeirorio / CBF

Já Matheus Cunha, se reveza com Vini Jr na ponta esquerda ou na referência do ataque. O atacante do Real Madrid fez sua melhor partida em muito tempo pela Seleção Brasileira.

Na direita, Estêvão tem se destacado muito, e fez dois gols. Ele é uma das maiores esperanças dessa geração, pode crescer muito sob comando de Ancelotti.

Legenda: Formação da Seleção Brasileira contra a Coreia do Sul, sem centroavante fixo e camisa 10 clássico
Foto: Arte feita no lineup11.net/pt

Outros setores

O setor de meio campo da seleção encaixou com Bruno Guimarães e Casemiro. Bruno Guimarães se consolidou e vem jogando muito bem, como faz no Newcastle, da Inglaterra. Ele distribui muito bem o jogo e se completa a Casemiro, que é o volante de mais marcação e liderança em campo.

A defesa não foi exigida, mas é uma boa formação também, faltando apenas escolher melhores laterais direita e esquerda, pela escassez das posições.

Técnico certo

Em suma, Ancelotti é o técnico certo para extrair as potencialidades de cada jogador, seja no individual, como no coletivo.

O jogo coletivo da Seleção Brasileira pode crescer muito até a Copa - serão 5 amistosos - e chegar forte para surpreender favoritas como Argentina, Espanha, França e Portugal.

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