Copa do Mundo dia #15: Japão se classifica e pega o Brasil, Equador se agiganta batendo a Alemanha

Nipônicos enfrentam o Brasil na segunda-feira no 1º mata-mata

Escrito por
Vladimir Marques vladimir.marques@svm.com.br
(Atualizado às 02:04)
Legenda: O Japáo foi 2º colocado ao empatar com a Suécia e encara o Brasil
Foto: DIVULGAÇÃO / FIFA

O Brasil conheceu seu adversário no 1º mata-mata da Copa do Mundo 2026: o Japão. Os nipônicos empataram com a Suécia em 1x1 nesta quinta-feira e não 'escaparam' do Brasil, ao ficarem em 2º do Grupo F.

A campanha do Japão foi boa, com 5 pontos, vencendo a fraquíssima Tunísia e empatando com Holanda e Suécia, mas a atuação no 3º jogo foi apenas regular.

A seleção asiática por pouco não perdeu para a Suécia, com o goleiro Suzuki fazendo 3 grandes defesas na reta final do jogo.

Pontos positivos e negativos do Japão

Para o Brasil, quem vencesse seria seu adversário. O Japão é um time ágil, se movimenta bem, é capaz de fazer um belo gol como o de Maeda nesta quinta-feira, mas se a Seleção  Brasileira repetir o padrão e atuação dos 3x0 contra Escócia, avança sem problemas.

O Japão tem muita dificuldade em um jogo mais físico - Elanga, Ayari, Isak e Gyorkeres deram muito trabalho - apesar da equipe entrosada e organizada.

Legenda: O Japáo mostrou muitas fragilidades defensivas contra a Suécia e deve ter problemas contra o Brasil
Foto: DIVULGAÇÃO / FIFA

Ito, Itakura e Sako, o trio de zagueiros, não passa segurança, assim como os alas Nakamura e Sugawara avançam muito e deixam muito espaços nas pontas. 

E com o Brasil tendo pontas como Vini Junior - que está em grande fase - e Rayan, os japoneses devem sofrer para marcar.

Mas o Brasil precisa se preocupar com as conexões do quarteto Kamada, Tanaka, Maeda e Ueda.

Eles tabelam muito e se movimentam, sem medo de finalizar. 

O Brasil precisará jogar compactado e fechar os espaços com os laterais Danilo e Douglas Santos e o trio de meio campo - Casemiro,  Bruno Guimarães e Paquetá - para evitar danos. 

Equador heróico

O Equador fez o improvável. Vencer a Alemanha e se classificar. Pelo que tinha mostrado contra Costa do Marfim e Curaçau, empilhando chances de gol perdidas e não marcando nenhum, era difícil imaginar uma classificação.

Mas o futebol é apaixonante por isso, pelas surpresas. E não é que a La Tri fez uma partidaça e venceu a Alemanha?

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Legenda: Equador derrotou a Alemanha por 2 a 1 e garantiu vaga no mata-mata da Copa.
Foto: Divulgação/Fifa

Ordonez, Ângulo, Plata, Caicedo e Vite fizeram um jogo impressionante. Muita vitalidade, velocidade e vigor para vencer duelos.

Não havia urgência na Alemanha, já classificada, e a tetra-campeã competiu pouco. Rudiger, Tah, Pavlovic, Nmecha e Neuer (com duas falhas), fizeram uma partida muito ruim.

A equipe alemã foi engolida pelo ímpeto do Equador. E na frente, Musiala, Wirtz e Havertz pouco produziram.

A classificação do Equador foi gigante e muito merecida. A equipe, até por caraterística, gosta de jogar nos contra-ataques e enfrentar equipes mais fortes que ela. Vem leve pro mata-mata.

Paraguai e Austrália 'compadres'

Pra quê correr risco não é mesmo? Paraguai e Austrália entraram em campo com 3 pontos e sabiam que se somassem mais um, estariam no mata-mata da 2ª Fase. 

Legenda: Austrália e Paraguai fizeram confronto direto pela classificação e o empate beneficiou o time da Oceania
Foto: DIVULGAÇÃO / FIFA

E foi assim. A Austrália foi um pouco melhor, chegando perto do gol com Volpato, mas o empate prevaleceu.

Assim, as duas seleções ficaram no 0x0. Foi melhor para a Austrália, que garantiu a 2ª colocação. Já o Paraguai, vai ter que esperar o desfecho de outros grupos, mas a chance de passar com 4 pontos é de mais de 90% pelas contas dos matemáticos 

Estados Unidos relaxam

Os EUA escalaram um time reserva no 3º jogo e perderam para a Turquia por 3x2. O resultado foi normal, o técnico Pochettino preferiu dar ritmo aos reservas, principalmente Pulisic, e descansar titulares.

No mata-mata, pega a Bósnia e o time americano é muito favorito pelo que jogou nos 2 primeiros jogos.

Para a Turquia, que já entrou em campo eliminada, fica a lição de um time que no papel é forte, tem ótimos jogadores - Guler e Yldiz são muito boms - mas nenhum conjunto. 

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