Reflexões antes de Ceará x Flamengo
Leia a coluna de Tom Barros
Casa cheia. Responsabilidade dobrada. Desafio enorme. O Ceará retomou a autoconfiança após a vitória, de virada, sobre o Cruzeiro. O Flamengo continua favorito. Sim, mas o Cruzeiro também era líder e favorito. É o futebol com as suas imprevisibilidades.
Dá para jogar aberto diante do Flamengo? Não dá. Ainda que desse, não seria recomendável. O Flamengo tem jogadores de alta qualidade. Se lhe oferecerem espaço, eles fazem miséria. Bruno Henrique, Pedro, Evertton Araújo... É preciso muito cuidado. Nada de precipitações.
Se o Vozão puser em prática o que fez na vitória sobre o Cruzeiro, terá boas chances de alcançar um resultado satisfatório. Diego, Richardson e Lourenço tiveram eficiente desempenho em Minas Gerais. Galeano, Pedro Henrique e Pedro Raul cuidaram bem da linha de frente.
Um detalhe interessante: o Flamengo está meio amarrado pelo Atlético-MG na Copa do Brasil. Portanto, atenções divididas. O Vozão tem concentração única. Disso o Ceará poderá tirar o melhor proveito.
Hora da virada
O jogo Corinthians x Fortaleza tem um significado muito especial para o Leão. Pode ser o início de uma redenção definitiva. Já imaginaram uma vitória tricolor em pleno Itaquerão? Seria a explosão para sair da crise e buscar o alívio dos tormentos, antes da virada do turno.
Possível
Pela atual situação do Fortaleza, ou seja, a fase transitória em que busca outra identidade, tudo pode parecer muito difícil ou impossível. Mas é exatamente assim que as inesperadas mudanças de rumo acontecem. Ousar é preciso. Arriscar é preciso. Quem está na zona tem de se expor e acreditar.
Exemplo
No jogo anterior, diante do Grêmio em Porto Alegre, mesmo tendo sofrido dois gols nos primeiros quinze minutos, o Fortaleza reagiu. Reduziu o placar para 2 x 1, com o gol de Deyverson. E por pouco não chegou ao empate. Quem está na zona baixa jamais pode deixar que as coisas aconteçam. Pelo contrário: tem de fazer acontecer.
Metamorfose
Para deixar a zona baixa, o Fortaleza não pode ser o que vinha sendo no auge da crise que motivou a saída do treinador Juan Pablo Vojvoda. A doída e traumática saída de Vojvoda foi para tentar uma metamorfose. Se fosse para seguir como estava, Vojvoda teria permanecido. A missão está nas mãos de Renato Paiva.
Conclusão
Para conseguir o objetivo de novamente ser um time vitorioso, o Fortaleza tem de ser o que foi nos bons tempos, ou seja, um time que encarava qualquer clube grande do Brasil, quer no Castelão, quer na casa do adversário. A hora da virada chegou. Está aí a chance diante do Corinthians.