Quatro jogadores salvaram os jogos de ida das semifinais
Leia a coluna desta segunda-feira (16)
Ceará e Fortaleza na final do Campeonato Cearense de 2026? Tudo indica. Os caminhos estão pavimentados para, mais uma vez, alvinegros e tricolores de aço terem um ajuste de contas. Abriram grande vantagem, respectivamente, diante do Floresta e Ferroviário.
Não antecipo resultados. O futebol é enganoso. As zebras existem. Lembro da velha frase, tantas vezes dita pelo saudoso comentarista Paulino Rocha: “Macaco velho não põe a mão na cumbuca”. A lógica aponta para evidente superioridade do Vozão e do Leão. Mas o futebol, não raro, contraria a lógica das coisas.
Entre os tricolores, vi o Fortaleza bem melhor que o Ferroviário. Mas o Ferrão, no primeiro tempo, criou chances até para virar o placar. Não o fez por duas milagrosas defesas do goleiro Brenno. Bela partida de Maílton. Na fase final, o Ferrão praticamente não incomodou. Mas está vivo ainda, claro.
Na vitória do Ceará, o Floresta revelou-se incapaz de competir. Confesso que esperava muito mais do adversário do Vozão. O Ceará desfilou em campo, sem necessidade de grandes esforços. Destaque para Vina e para o lateral-direito Rafael Ramos. A propósito, Rafael vem fazendo muita gente mudar de opinião. Está crescendo.
Sábado próximo, de volta o clássico tricolor. Situação indefinida, mas muito favorável ao Leão do Pici. No domingo, voltam a campo Ceará e Floresta. Situação praticamente definida a favor do Ceará. Mas, como citei no começo do comentário, aprendi com o Paulino Rocha, o campeão de audiência: “Macaco velho não põe a mão na cumbuca”.
Não lembro, nesta minha vida profissional de 60 anos, ter visto semifinais tão frias quanto os jogos de ida. Brenno, Maílton, Vina e Rafael, pelo que fizeram, ainda salvaram alguma coisa. No PV, público pequeno. Bem ao lado, na pracinha da Gentilândia, uma multidão brincava o Carnaval. Parece ter escolhido a melhor parte.