Por duvidosos milímetros a derrota alvinegra

Leia a coluna deste domingo (10)

Escrito por
Tom Barros tom.barros@svm.com.br
Legenda: Aylon teve gol anulado no 2º tempo pelas 'linhas' do VAR
Foto: Felipe Santos/Ceará SC

O Palmeiras foi melhor no primeiro tempo, mas não traduziu no placar. A rigor, exerceu o controle, mas não gerou oportunidades concretas. O Vozão foi bem na marcação, mas ruim na proposta de contra-ataque. Não finalizou uma bola sequer. Foi para a definição na segunda fase. 

Logo aos cinco minutos, o golaço de Lourenço (Ceará, 1 a 0). O panorama mudou. O Ceará teve duas chances para ampliar: Galeano e Pedro Raul, de cabeça, desperdiçaram. Veio o pênalti a favor do Palmeiras! Esses pênaltis que não aceito. Flaco Lopes empatou (1 x 1). Dois minutos depois, Vitor Roque fez virada (2 x 1). 

O Vozão cresceu. Empatou com Aylon. Aí vieram as linhas macabras e duvidosas do VAR. Essas linhas que mais criam dúvidas do que certeza. Gol anulado. Assim o Palmeiras confirmou a vitória. Gostei do Ceará no segundo tempo. Seu erro foi não matar o jogo, quando teve as chances com Galeano e Pedro Raul. 

Diziam que o Vozão iria sofrer três goleadas, diante do Cruzeiro, Flamengo e Palmeiras. Ganhou do Cruzeiro. Empatou com o Flamengo. E só perdeu para o Palmeiras pelos duvidosos milímetros das mal traçadas linhas de um Var sempre polêmico.  

 

Desilusão 

 

A derrota do Fortaleza, em casa, diante do Botafogo, já seria terrível. Imaginem só, além de perder, sofrer nova goleada (0 x 5). É o tipo de resultado que acaba com o ânimo de qualquer um. Traz desespero. Traz desilusão. Como pode um time desabar tanto? Não sei. 

 

Transtorno 

 

Os medos tricolores, que não são poucos, aumentaram sobremaneira, logo aos cinco minutos, com a expulsão de Gustavo Mancha. Se já seria difícil enfrentar o Botafogo em circunstâncias normais, calculem com um jogador a menos. Isso desarruma a casa. E quando o adversário já é superior, meu Deus... 

 

Fantasmas 

 

Há muito, o Fortaleza vem convivendo com os fantasmas do rebaixamento. Esses fantasmas estão no subconsciente. A expulsão gerou um fantasma a mais. E, a cada gol do Botafogo, novos fantasmas. É como se algo estivesse sendo tramado no além. Um tempo em que, apesar dos esforços, nada dá certo. 

 

Contraste 

 

O Fortaleza vive também um contraste. Enquanto está meio perdido na Série A nacional, segue na mais importante competição das Américas: a Libertadores. Já amanhã, pelas oitavas de final, enfrentará o Vélez Sarsfield, da Argentina. Uma vitória renovará esperanças. Um novo tropeço será desastroso. 

 

Força mental 

 

O Leão está precisando de força mental superior para não se deixar abater, de vez, nas primeiras adversidades de uma partida. O Fortaleza perdeu para o Botafogo bem antes de o time carioca marcar o primeiro gol. Perdeu quando, na expulsão de Gustavo, não se achou com força para reagir. Entregou-se. Não poderia ter sido assim. 

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