Perspectivas dos times cearenses após a sétima rodada

Leia a coluna de Tom Barros

Escrito por
Tom Barros producaodiario@svm.com.br
Legenda: Ceará e Fortaleza durante Clássico-Rei.
Foto: Davi Rocha/SVM

A Série A nacional tem 38 rodadas. Portanto, há muita água para rolar sob a ponte. Mas, após sete rodadas, é possível formar um juízo sobre a participação do Ceará e do Fortaleza nesta fase inicial da competição. Está tudo dentro do previsto ou os rumos estão fora do esperado? 

Na minha observação, o Ceará tem surpreendido. Confesso que, após a ascensão alvinegra, temi pela a sorte do Vozão. Na época, o elenco precisava de contratações para encarar o nível mais elevado da Série A. Fez as contratações e está acima das expectativas. 

O Fortaleza ainda não se encontrou. É um time bem diferente da forma aguda que marcou a sua trajetória na Série A do ano passado.  Tanto é verdade que sua pontuação está próxima da pontuação dos times da zona de rebaixamento. Mas deu uma melhorada no empate com o São Paulo no Morumbi. 

Quero acreditar que a tendência é acontecer uma acentuada melhora de padrão com o correr dos acontecimentos. Pelo menos é a expectativa que tenho. Se houver um retrocesso, será uma surpresa muito grande para mim. 

Goleiro 

João Ricardo, pelo menos sob o meu ponto de vista, continua sendo um dos melhores goleiros do futebol brasileiro no momento. Não digo isso pelo pênalti que ele pegou no Morumbi. Não, não. Digo isso pelo seu desempenho como um todo na meta do Leão de Aço. João Ricardo é muito bom. 

Retorno 

Quem voltou muito bem foi o atacante do Ceará, Pedro Henrique. Gosto da movimentação dele na linha de frente do Vozão. Dá muito trabalho à marcação adversária. De certo modo, isso pode facilitar a vida do seu companheiro Pedro Raul, atacante que vem sofrendo pesada marcação.  

Jogo de volta 

Amanhã, o Fortaleza já enfrenta o Colo-Colo, jogo de volta pela Copa Libertadores da América. Vi a declaração do técnico Juan Pablo Vojvoda, após o empate no Morumbi. Segundo ele, o time retomou a pressão e a intensidade, qualidades que fizeram do Leão um time superior. Tomara que dê continuidade.  

Dói 

Honestamente, fico surpreso com o que está acontecendo no tocante à escolha de um novo treinador para a Seleção Brasileira. Há alguns anos, era uma honra para qualquer profissional ter seu nome lembrado para dirigir a Canarinho. Hoje, há uma esnobação por parte dos profissionais do setor. A que ponto chegamos. 

Risco 

O que antes era uma glória, hoje pode ser queimação. O que antes era motivo de orgulho, hoje é motivo de medo. Quem tem seu nome lembrado pede dinheiro alto para assumir. Motivo simples: quer logo se garantir financeiramente, ante a iminência de um possível fracasso. Que coisa! 

Assuntos Relacionados