Pelé, Garrincha, Senna, Jim Clark, Wilma...

Leia a coluna do Tom Barros desta terça-feira (28)

Pelé sorrindo erguendo braço em alusão à vitória
Legenda: Tricampeão mundial, "Pelé é incomparável"
Foto: Divulgação Santos FC/Direitos Reservados

O futebol, neste período de transição, transações e transferências, é para mim um saco. É um porre esperar dias e dias pela confirmação da vinda de fulano ou beltrano. Igualmente esperar dias e dias pela saída de sicrano. Não dá. Até o furo, que há algum tempo fazia enorme diferença na disputa dos meios de comunicação, hoje não dura um segundo porque logo viraliza pela Internet, tornando confusa a identificação do pai da criança. Tudo se espalha em fração de segundos. Então preferi rever meus ídolos nos feitos brilhantes que eles deixaram para a posteridade. Pelé é incomparável. O único no mundo imortalizado até pelos gols perdidos (ou quase gol). Jim Clark, o escocês voador, único piloto no mundo a ganhar no mesmo ano o título de campeão da Fórmula-1 e as “500 Milhas de Indianápolis”. No livro “A História de Jim Clark”, escrito por Bill Gaves na década de 1960, você saberá melhor quem foi esse gênio do automobilismo mundial. Garrincha também foi gênio. Hoje o Mané está meio esquecido. As novas gerações o subestimam. Senna também foi genial. Depois dele, nenhum piloto brasileiro conquistou um título na Fórmula 1. A minha galeria de ídolos é ampla, formada por desportistas de vários países. 

Milagre 

Wilma Rudolph, norte-americana, ganhou três medalhas de ouro na Olimpíada de Roma em 1960 (100m, 200m e revezamento 4x100m), tornando a maior velocista do planeta. Detalhe: vítima de paralisia infantil, só conseguiu começar a andar normalmente aos 12 anos. Aos 16 anos foi bronze no revezamento 4x100m na Olimpíada de Melbourne. Aos 20 anos assombrou o mundo em Roma. 

Prodígio 

A ginasta romena Nadia Comaneci, aos 14 anos de idade, com jeitinho de criança ainda, encantou o mundo ao ganhar três medalhas de ouro, uma de prata e uma de bronze na Olimpíada de Montreal no Canadá em 1976. Foi aí que conquistou também a primeira nota dez da história da ginástica olímpica. Impressionante, genial, inigualável até hoje. 

Salto triplo 

O brasileiro Adhemar Ferreira da Silva surpreendeu o mundo em 1952, na Olimpíada de Helsinque, na Finlândia. No salto triplo, bateu o recorde mundial quatro vezes na mesma tarde (16,05 m, 16,09 m, 16,12 m e 16,22 m). Em agradecimento aos aplausos, correu os 400m da pista atlética, criando a “volta olímpica”. Em 1956, na Olimpíada de Melbourne, sagrou-se bicampeão, com 16,35 m.  

Ídolos 

Escreveria páginas, se fosse registrar os nomes de todos os atletas que, nas diversas modalidades, geraram em mim uma admiração eterna. A história de todos é uma trajetória de superação, de sacrifício, de desafios. Sugiro uma olhada na biografia desses aqui citados. Na Internet tem tudo. Vocês entenderão melhor a razão pela qual resolvi citá-los aqui.