Os ídolos do futebol bem perto de nós

Leia a coluna de Tom Barros

Escrito por
Tom Barros producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 11:10)
Legenda: Erick Pulga e Hércules, duas principais revelações do futebol cearense nesta temporada.
Foto: Kid Junior e Fabiane de Paula/SVM

Nestes tempos de confraternização, importante é reunir velhos amigos. A AGAP-CE (Associação de Garantia ao Atleta Profissional) realizou um encontro que mexeu com a saudade. Trouxe ao presente ex-jogadores que escreveram belas histórias no futebol cearense. 

A confraternização aconteceu no Cresse (Clube Recreativo dos Subtenentes e Sargentos do Exército Brasileiro). Lá estavam dezenas de ex-atletas. O presidente da Agap, Celso Gavião, também ex-atleta, mostrou o sentido da aproximação de todos no Natal. 

Revi nomes que, há algumas décadas, desfilavam seus talentos no PV e no Castelão. Estou a depender da memória, que é falha. Alguns dos presentes: Facó, Bechara, Tangerina (velho Tanja), Ivanildo, Magela, Alexandre, Damião, Serginho Redes, Alves, Amilton Rocha... 

O tempo passa rápido, mas não apaga o que cada um ofereceu no seu tempo. O jogador envelhece, o ídolo não. O ídolo é imortal. Mais que nos museus, eles estão na memória de quem os aplaudiu há alguns anos. 

Negócios 

A venda dos jogadores Hércules e Erick Pulga já estava prevista bem antes do término das Séries A e B. No mundo dos negócios, predomina a lei do mercado. Quem tem dinheiro se estabelece. Como o Fortaleza poderia segurar Hércules? Como o Ceará poderia segurar Erick Pulga? 

Centros 

É natural que, com as maiores dotações financeiras, os grandes clubes tenham maior poder de aquisição. Os centros mais avançados sempre prevalecerão. Assim, os jogadores, aqui revelados, vão embora muito cedo. Alguns nem passam pelos times principais. São negociados nos cueiros. 

Montagem 

As torcidas cobram a formação de equipes fortes. Mas, pensando bem, não é fácil. A concorrência é feita em valores muito elevados. Os cofres definem quem fica ou não fica com os jogadores mais qualificados. O Fluminense levou Hércules. O Bahia levou Erick Puga. 

De olho 

Há poucos caminhos na corrida pela aquisição de atletas. A meu juízo, o melhor está no monitoramento. O departamento de futebol eficiente não deixa para a última hora o período de contratações. Antecipadamente já sabe quem está se destacando nas séries inferiores e nas bases. É assim que funciona. 

Diferença 

É brutal a diferença entre subir e permanecer. Para subir o esforço é um. Para permanecer o esforço é outro muito maior. Está aí claramente a situação do Ceará. O time teve força para subir. Mas, a rigor, ainda não tem elenco à altura para permanecer na elite. É o grande desafio alvinegro. 

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