O trabalho discreto e positivo do treinador do Ceará
Confira a coluna de Tom Barros
Não conheço pessoalmente o atual comandante do Ceará, Léo Condé. Apenas à distância tenho acompanhado a liderança que ele exerce em Porangabussu. Gosto do profissional discreto. Nada de espalhafatos à beira do gramado. Atitudes serenas. Até nas comemorações, seus atos são contidos.
No que toca ao seu trabalho, tem demonstrado muita competência. Chegou em junho de 2024. Classificou o Vozão para a Série A nacional de 2025. Foi campeão cearense em 2025, diante do poderoso Fortaleza, então treinado pelo ídolo Juan Pablo Vojvoda. Já agora está no Top10 nacional.
O Ceará tem suas limitações. Mesmo assim, Condé conseguiu resultados importantes diante dos três melhores times do Brasil, os quais atualmente ocupam o G-4 da Série A. O Ceará ganhou do Cruzeiro, empatou com o Flamengo e só perdeu para o Palmeiras porque foi prejudicado pela arbitragem.
É claro que ainda há muitos desafios. Entretanto, se o Vozão foi bem no primeiro turno, quero acreditar que saberá manter a pegada nos jogos que restam. Basta seguir o perfil do seu treinador: discreto e eficiente, por maior que seja a adversidade.
Aterrissagem
A montanha também desaba. A carrada de músculos do árbitro Anderson Daronco esparramou-se no gramado do Estádio de São Januário, após uma “rasteira” involuntária aplicada pelo atacante Jair, do Vasco. Daronco fez uma aterrissagem forçada. Ficou sem graça. Disfarçou com um maroto sorriso.
Diferentes
Quedas de árbitro em campo são uma raridade. Quando acontecem, a torcida aproveita para tirar uma casquinha. Os árbitros são seres diferentes no habitat do futebol. São amados e odiados, dependendo de suas marcações. Suas mães sofrem, sem terem nada a ver com os erros que eles cometem.
Incomum
Já vi muita cena incomum, envolvendo árbitros nos campos de futebol. Há alguns anos, a televisão flagrou o árbitro Dênis Serafim (AL) urinando em campo, antes do jogo Boavista x Goiás pela Copa do Brasil. Ele tirou de letra. Na maior cara de pau, ficou no centro do gramado como se nada tivesse acontecido.
Briga
Certa feita, no PV, o treinador Arnaldo Lira irritou-se com a marcação de um árbitro cujo nome não lembro agora. Lira invadiu o campo. Ele e o árbitro entram em luta corporal. Ambos rolaram pelo gramado, trocando socos e empurrões. Ficou a impressão de que as lutas do MMA tinham sido transferidas para o PV.
Político
No mesmo PV, o árbitro pernambucano, Sebastião Rufino, estava fazendo um trabalho ruim, prejudicando o Ceará. No intervalo, Paulo Sarasate, não sei se na época era deputado federal ou senador, entrou em campo. Pediu que Rufino apitasse com isenção. Coincidência ou não, na fase final Rufino apitou melhor. Coisas do futebol.