O que é ser treinador do Ceará

Leia a coluna desta sexta-feira

Legenda: Vagner Mancini é o novo técnico do Ceará.
Foto: Mourão Panda/América

Dirigir o Ceará virou missão quase impossível. A política de demissão dos técnicos não permite a continuidade do trabalho de quem quer que seja. Com uma demissão a cada dois meses, não há quem consiga implantar uma filosofia consistente em Porangabussu. Assim, enquanto perdurar esta sequência de precipitações, ser treinador do Ceará será pisar em ovos. Ser treinador do Ceará será andar sobre o fio da navalha. Ser treinador do Vozão será presença no cadafalso, diante de um carrasco. Ser treinador do Ceará será angústia sobre areia movediça.

No Ceará, o edifício pode não cair, mas o treinador cai. Em abril, o técnico paraguaio, Gustavo Morínigo, foi demitido. Em junho, foi a vez de Eduardo Barroca perder o cargo. Em agosto, Guto Ferreira foi demitido. Que loucura! Que insensatez! Há extrema necessidade de revisão de conceitos. Por enquanto, a impressão passada pela diretoria é muito clara: os treinadores são os culpados. E, por isso mesmo, pagam pelos erros dos jogadores. A pergunta é: Vagner Mancini passará quanto tempo no comando técnico do Ceará? Impossível responder tal indagação. Que Mancini seja muito feliz. Que encontre o caminho da salvação para ele e para o clube. 

Seguir 

Agora, sob o comando de Vagner Mancini, o Ceará tem de buscar um planejamento a longo prazo. Se for possível uma milagrosa reviravolta, ótimo. Enquanto há vida, há esperança. Mas, se não der para, de imediato, contornar o problema, o correto então será estabelecer um amplo programa de recuperação para 2024. 

Campeão 

Parabéns aos integrantes do Iguatu pelo título de campeão da Copa Fares Lopes. A vitória sobre o Ferroviário foi importante. Aliás, o técnico do Iguatu, Washington Luiz, amplia seu currículo de conquistas. Com muito mérito, leva novamente o Iguatu à Copa do Brasil. Washington Luiz é um dos melhores técnicos do futebol cearense. Tenho muita admiração pelo trabalho dele. 

Diferentes 

A pergunta é: a perda do título da Copa Fares Lopes terá alguma influência negativa no ânimo do Ferroviário para a decisão de vaga no domingo diante do Maranhão pela Série D? Resposta simples: não creio. São competições diferentes. O foco é diferente. O objetivo é diferente. O Ferroviário está muito concentrado nesta decisão de domingo no PV. Mas não custa nada redobrar a atenção. 

Memória 

Recebi do jornalista, escritor e historiador piauiense, Severino Filho, os volumes 8 e 9 da Coleção de memórias do futebol piauiense. Severino faz notável trabalho de pesquisa. Ele está com 62 anos de idade. Tem um acervo de quase 20 mil peças. Parabéns, amigo. Sua coleção é uma obra-prima. Nela está viva a história do futebol do Piauí.   

Promoção  

Domingo, o Ferroviário levará ao PV mil pessoas, todas integrantes dos projetos sociais do clube. Essas pessoas nunca teriam oportunidade de ir ao futebol, se não fossem as iniciativas corais neste sentido. Além da responsabilidade social, investe-se no surgimento de novos admiradores do Ferroviário. É a família coral em constante crescimento. Oportuno trabalho. 



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