O Fortaleza e a hora de jogar a toalha
Leia a coluna de Tom Barros desta terça-feira (26)
A situação no Pici é delicada. Nada está dando certo. Até uma simples cobrança de pênalti se transforma numa agonia. A cada tropeço, mais angústia. A instabilidade emocional é visível no número de passes perdidos. Os tricolores estão errando passes de três metros.
Estão no caminho do Fortaleza: Internacional, Vitória, Palmeiras, Sport, São Paulo, Juventude, Vasco, Cruzeiro, Flamengo, Santos, Ceará, Grêmio, Bahia, Atlético Mineiro, Bragantino e Corinthians. E ainda há um jogo atrasado, diante do Atlético Mineiro, válido pela 16ª rodada.
Terá o técnico Renato Paiva o condão do milagre? A caminhada tricolor é um desafio a todos os santos. O Leão precisa da multiplicação dos pontos. Transformar água em vinho. Curar as enfermidades. E muita fé. Sim, a fé remove montanhas. Sem isso, o rebaixamento acontecerá.
Não é hora de jogar a toalha. Enquanto houver chances matemáticas, a força mental terá de trabalhar a favor de mudanças positivas. Já não se trata apenas de futebol. Juntos terão de estar alma, coração e vida.
Destroço
Do timaço do Fortaleza, dos tempos áureos de Rogério Ceni e Juan Pablo Vojvoda, nada restou. Há uma equipe em ruínas que o técnico Renato Paiva tenta salvar. Às vezes, quando menos se espera, acontece a eureca. Mas, no caso do tricolor, não pode demorar muito.
Na medida
Sem alarde, o técnico Léo Condé vai conquistando pontuação capaz de dar tranquilidade ao Ceará. Ultrapassou a fase mais delicada, quando perdeu três jogos seguidos. Perdeu para o Corinthians no Castelão, para o Inter no Beira-Rio e para o Mirassol no Castelão. O alerta disparou. Perigo!
Previsão caótica
Com três derrotas seguidas, os pregoeiros do pessimismo previram um caos, pois o time iria enfrentar Cruzeiro, Flamengo, Palmeiras e Bragantino, ou seja, o grupo da parte alta da classificação. O Ceará ganhou do Cruzeiro, empatou com o Flamengo, perdeu para o Palmeiras e ganhou do Bragantino. Destruiu a previsão caótica.
Injusta
Há um detalhe: somente perdeu para o Palmeiras porque foi duplamente prejudicado pelo VAR. No pênalti (inexistente) de William Machado e no gol de Aylon, anulado, em impedimento polêmico. Derrota injusta. Assim o Vozão foi ganhando moral. Daí a posição de 10º lugar que atualmente ocupa.
Elogio
No empate (0 x 0) com o Grêmio em Porto Alegre, na rodada passada, o Vozão recebeu um elogio do treinador gremista, Mano Menezes: “Penso que tivemos uma posse de bola bem significativa diante de um adversário que tem posto dificuldade contra todo mundo. Se você pegar os últimos dez jogos do Ceará, não tem um jogo ruim.”