O esporte sob as luzes do Natal
Leia a Coluna desta quinta-feira (4)
O ano de 2025 vai caminhando para o fim. Lembrei de uma vinheta que dizia assim: “Quem ganhou, ganhou; quem não ganhou, não ganha mais”. Isso vale para todos os esportes. “Estamos no crepúsculo da partida”, como diria o saudoso Fiori Gigliotti, um dos melhores narradores de futebol do Brasil.
As manhãs de domingo nunca mais foram tão emocionantes quanto no tempo de Ayrton Senna. Era emocionante ouvir o Galvão Bueno dizendo: “Vitória, vitória, vitória de Ayrton, Ayrton, Ayrton Senna do Brasil”. Tudo sob a trilha do “Tema da Vitória”, comporto por Eduardo Souto Neto.
A Seleção Brasileira, cinco vezes campeã do mundo, andou passando por alguns sérios vexames. Um dos piores foi sofrer uma goleada aplicada pela Argentina (4 x 1), com olé e tudo. Uma humilhação inaceitável e injustificável. Resultado: a CBF mandou buscar Carlos Ancelotti como salvador da pátria.
O Natal está chegando. As cidades em festa, ornamentadas de luzes brancas e coloridas. Antevisão do nascimento de Jesus Cristo. A maior vitória seria a da paz sobre a guerra. Pena que alguns líderes mundiais não pensem assim.
Treinador
Não considerei necessária a vinda de treinador de fora para dirigir a Seleção Brasileira. Há no nosso futebol treinadores competentes. O problema não é treinador. Outros fatores estão determinando a sequência de insucessos do Brasil nos campeonatos mundiais. Mas também nunca fui contra a vida de treinadores estrangeiros.
Concretização
Quando foi confirmada a vinda de Ancelotti, já passei a torcer para o trabalho dele dar certo. E gostaria muito de vê-lo chegar ao hexacampeonato no comando da Canarinho. Isso não iria desmerecer os treinadores nacionais. Faz parte. Muitos treinadores brasileiros também já comandaram outras seleções em Copas do Mundo.
Falta de educação
Fiquei horrorizado com a deselegância do ex-treinador Leão, quando, ao lado de Ancelotti, fez críticas pesadas à CBF por ter trazido técnico de fora. Atitude grosseira e inoportuna. Para mim, o técnico Ancelotti, como ser humano, cresceu, máxime pela sua postura de paz e de respeito diante da falta de educação de Emerson Leão.
Contraste
Nestas luzes do Natal, mais evidente fica o contraste entre quem prega a discórdia e quem opta pela paz. Emerson Leão, gratuitamente, resolveu ofender Ancelotti, que não tinha culpa de ter sido contratado pela CBF. Ancelotti não revidou. Manteve-se sereno. Que bela lição de conduta ética e profissional. Passei a torcer mais por Ancelotti.
Conclusão
As festas do Natal estão chegando. As luzes brancas e coloridas ornamentam as cidades e os campos, os céus e os mares. A Terra se enfeita para comemorar o nascimento de Jesus Cristo. Que todos entendam o sentido da frase do Barão de Coubertin, fundador dos Jogos Olímpicos da era moderna: “O importante não é vencer, mas competir.”