O Ceará olhando alto
Leia a Coluna deste sábado (30)
O Vozão está animado. E não poderia ser diferente. A campanha é boa. Já preocupa os adversários. E é alvo de comentários entre os treinadores dos concorrentes. Mano Menezes, técnico do Grêmio, que o diga. Assim, hoje, às 16 horas, no Castelão, o Ceará recebe o Juventude.
A torcida alvinegra, no embalo da boa campanha, mais uma vez promete lotar o Castelão. Torcida não ganha jogo, mas ajuda. Indispensável a presença do torcedor, máxime nos momentos de definição. O jogo de hoje está no rol dos marcados como de três pontos a mais para o Vozão.
O time gaúcho faz parte do rol dos aflitos, os times que ocupam a zona de rebaixamento. Por mais paradoxal que pareça, equipes assim que se tornam perigosas, já pela cobrança e pressão que vêm sofrendo. Portanto, todo respeito ao adversário.
O número de jogos terá forte influência na definição das posições. O Ceará (10º) tem 20 jogos. O Fluminense (9º) tem 19. O Bragantino (8º) tem 21. E o São Paulo (7º) tem 21 jogos. Uma vitória, hoje, deixará o Vozão olhando alto. Com razão.
Vantagem
Dos times que estão na luta direta do com o Ceará, apenas o Fluminense tem vantagem no número de jogos, ou seja, um jogo a menos. Isso abre a possibilidade de faturar três pontos a mais. Os São Paulo e Bragantino têm um jogo a mais. Cabe ao Vozão aproveitar a diferença.
Apoio
O Ceará com a presença de Matheus Bahia tem mais força pelo lado esquerdo, máxime no apoio ao ataque. Mas se o jogador está lesionado, o correto é apoiar Nícolas. Aliás, a falha de Nícolas diante do Bahia não pode ser motivo de eliminação do atleta. Nícolas também tem seu valor.
Lugar
Deixem Dieguinho na posição em que está maravilhosamente bem. Deslocá-lo para a ala esquerda caracterizaria a mexida desnecessária em duas posições. Dieguinho é, no momento, o melhor jogador do Ceará. A preocupação com Dieguinho tem de ser do adversário, o Juventude.
Ponto de vendas
O Fortaleza liberou muita gente. Uma drástica mudança no elenco. Alguns negociados. Outros “demitidos”. Uma sacudida geral para ver se reencontra o futebol perdido. No contexto, importante não é quem saiu, mas quem chegou. Mais do que o lucro no cofre é a necessidade de lucro em campo.
Caixa
Depositar dinheiro no cofre é bom. Alcançar superávit é meta que os economistas adoram. Mas, no futebol, penso diferente: não adianta ter superávit no cofre, mas registro de déficit em campo. Quem enche os cofres é vitória. Encher os cofres com venda é vendaval de ilusões.