Não tem fim o calvário tricolor
Enquanto houver chance matemática, o Fortaleza terá de permanecer na luta
A derrota para o Palmeiras já era esperada. A aposta do Fortaleza seria uma zebra em pleno Allianz Parque. E até deu sinais de possível encontro com o conhecido animal africano. Mas apenas no primeiro tempo. Na fase final, o Tricolor de Aço sumiu nas savanas junto com a zebra.
A goleada poderia ter sido muito maior, tal a facilidade com que o Verdão tomou conta do jogo. O Leão ficou perdido, na roda, sem saber o que fazer. Basta ver que Andreas Pereira marcou dois gols em tiros de longa distância, livre de marcação. Na fase final, o Palmeiras não jogou: desfilou em campo.
O placar de 4 x 1 não traduziu o maior volume do time paulista. Foi pouco. E agora resta saber até quando este calvário tricolor atormentará mais ainda o já atormentado time do Pici. Pelo visto, haverá sofrimento continuado até o final do ano, caso o rebaixamento não venha de forma antecipada.
Enquanto houver chance matemática, o Fortaleza terá de permanecer na luta. No sábado, dia 27, enfrenta o lanterna Sport no Castelão. Na quinta, dia 02/10, também no Castelão, enfrentará o São Paulo. Jogos nos quais nem o empate serve.
Vozão
O Ceará sentiu a ausência de cinco titulares. Fez uma apresentação razoável diante do Bahia. O empate (1 x 1) foi justo. O Ceará se mantém na faixa intermediária. A lesão sofrida por Pedro Raul, que não atuou, diminuiu o potencial ofensivo do Vozão. Isso, de certo modo, pesou na avaliação.
Margem
Sempre lembro do saudoso técnico Dimas Filgueiras, quando o assunto é margem de segurança. Ele dizia que uma margem razoável era de sete pontos com relação à zona baixa. Sendo assim, o Ceará está no limite. Precisa ampliar a margem para ter melhor garantia nas próximas rodadas.
Defesa
Ouvi muitos comentários sobre o gol que Vina desperdiçou na reta final. Gol que daria a vitória ao Ceará. Revi o lance várias vezes. É preciso que se dê o mérito ao goleiro Ronaldo. Ele fez a defesa. Desviou a bola que acabou batendo na trave. Vina concluiu certo. O mérito foi do goleiro, que evitou o gol.
Firmeza
Um dos destaques do Ceará diante do Bahia foi o goleiro Bruno Ferreira. Em três oportunidades, salvou o Vozão. Firme como uma rocha. Elasticidade de um gato. Atravessa ótima fase. Isso é bom porque dá segurança aos demais componentes da zaga.
Conclusão
A rodada esteve longe de ser o que a torcida cearense gostaria. A oscilação na produção não tem permitido uma sequência vitoriosa. De certo modo, impede a consolidação em posições mais confortáveis. A situação do Fortaleza preocupa demais.