Lições da desastrosa estreia

Leia a coluna desta segunda-feira (23)

Escrito por
Tom Barros tom.barros@svm.com.br
(Atualizado às 10:15)
Legenda: Elenco mais caro da Série B, o Fortaleza terminou a 1ª rodada na lanterna
Foto: Vinicius Silva / Fortaleza

O futebol cearense passou vários anos, de forma consecutiva, na elite nacional. Foram cinco anos com o Ceará (de 2018 a 2022) e sete anos com o Fortaleza (de 2019 a 2025). Todos se acostumaram aos desafios diante dos maiores times do país, como Flamengo, Palmeiras, Botafogo, São Paulo... 

Agora, na estreia pela Série B, Ceará e Fortaleza tropeçaram diante de equipes do interior de São Paulo. Pior ainda: o Fortaleza sofreu uma goleada (4 x 0) do Botafogo de Ribeirão Preto e o Ceará, em casa, ficou no empate com o São Bernardo. Mudança de status prejudicou muito.    

Na rodada de sábado, as equipes cearenses, em nenhum momento, mostraram-se superiores. Pelo contrário, o Fortaleza sofreu uma goleada e tomou um baile do Botafogo-SP. E o Ceará deu prosseguimento à modesta apresentação que já fizera diante do mesmo São Bernardo em São Paulo. 

Que lições podemos tirar da desastrosa estreia? A principal delas: acordar urgente para a nova realidade. Não permitir a acomodação que busca resultados paliativos. Aplicar urgente tratamento de choque. 

 

Recomeço 

Não é fácil começar novamente tudo do zero. A fase de transição é delicada. O time perde o status. A receita é reduzida. O jogador só aceita jogar na Série B se não tiver mercado na Série A. Da mesma forma com relação aos treinadores. Haja paciência. A pressão da torcida aumenta. 

Vaias 

A torcida do Ceará já deu o recado: vaiou a equipe no final do empate (1 x 1) com o São Bernardo. Não aquela vaia tímida de um desabafo, mas a estrondosa vaia que ecoou em Porangabussu como um recado direto ao alto comando alvinegro. Vai haver pressão o ano todo. 

Humilhação 

 

Pior ainda no caso do Fortaleza. O time, que encarava no mesmo nível os grandes times do país, agora sofre humilhante derrota para o Botafogo de Ribeirão Preto, equipe que foi apenas a décima colocada, eliminada logo na primeira fase do certame paulista. 

 

Explicações 

 

O treinador do Ceará, Mozart, foi sucinto ao falar sobre o empate diante do São Bernardo. Gostou da produção da equipe e da parte criativa do grupo. Lamentou as oportunidades perdidas. Afirmou que o time vai evoluir. Deus queira. E que a evolução seja rápida, pois a sequência de jogos segue ritmo frenético. 

 

Defesa do grupo 

 

Entendi a posição do técnico Thiago Carpini, que defendeu o grupo após a humilhante derrota para o Botafogo. Disse que os jogadores têm vergonha na cara, sim. E assumiu a culpa pelo fracasso. Thiago agiu certo. Não há motivo para pânico. Mas uma chamada geral, forte e contundente, será necessária.

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