Jovens manhãs de domingo

Leia a Coluna desta quinta-feira (11)

Escrito por
Tom Barros tom.barros@svm.com.br
Legenda: Senna foi um dos maiores ídolos do esporte nacional
Foto: SLAWOMIR MACCZAK / AFP

Creio que a paralisação da Série A nacional levou-me a reflexões sobre outros temas esportivos. Não sei bem a razão pela qual lembrei das grandes vitórias do campeoníssimo Ayrton Senna, que o narrador Galvão Bueno batizou de “Ayrton Senna do Brasil”. 

Manhãs festivas pelos autódromos do mundo: Monza, Mônaco, Interlagos, Silverstone, Suzuka... A Bandeira do Brasil nas mãos do Senna vencedor. Foram anos seguidos de notáveis triunfos no embalo do “Tema da Vitória”, música composta por Eduardo Souto Neto, gravada pelo grupo Roupa Nova. 

Hoje há uma espécie de vazio nas manhãs de domingo. Não há um novo brasileiro vencedor na Fórmula 1. Parou a alegria após a morte de Senna no fatídico dia 1º de maio de 1994. Passou. “Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia”, como diz o Lulu Santos na música “Como uma Onda”. 

O narrador Galvão Bueno saiu da TV Globo. Sua maneira vibrante de narrar tinha tudo a ver com as vitórias de Ayrton Senna. Das manhãs vitoriosas nos domingos felizes ficaram apenas doces recordações. 

 

Gênio 

 

Antes do surgimento dos campeões brasileiros, eu já acompanhava o Mundial de Fórmula 1. Na década de 1960, predominou o escocês, Jim Clark, um dos melhores pilotos de todos os tempos. Um gênio. O único, até hoje, a vencer no mesmo ano, 1965, as 500 Milhas de Indianápolis e sagrar-se campeão mundial de Fórmula 1. 

 

Autódromo 

 

No dia 12 de janeiro de 1969, houve a inauguração do Autódromo Virgílio Távora, no município do Eusébio. Em 1970, aqui esteve em uma competição internacional o piloto Emerson Fittipaldi, que ganhou a prova. Dois anos depois, Emerson ganhou o campeonato mundial de Fórmula 1, sendo o primeiro brasileiro a conseguir tal feito. 

 

Contato 

 

Estive várias vezes com o Emerson Fittipaldi. Um cavalheiro. Foi o Emerson quem abriu as portas da Fórmula 1 para todos os brasileiros. É o único piloto bicampeão mundial de Fórmula 1 (1972 e 1974), duas vezes vencedor das 500 Milhas de Indianápolis (1989 e 1993) e campeão da Fórmula Indy de 1989. Genial. 

 

Homenagem 

 

Quando o assunto é automobilismo cearense, uma reverência especial sempre terá de ser feita ao empresário e ex-piloto, Neném Pimentel. De sua inteligência, dedicação, competência e amor ao esporte nasceu o Autódromo Virgílio Távora. Um homem notável que soube concretizar seus sonhos dentro e fora das pistas.  

 

Homenagem II 

 

O saudoso piloto Pedro Virgínio Onofre Barbosa é merecedor de todas as reverências nesta página de recordações. Pedrinho foi diretor técnico do SVM. Mas também dedicou sua vida ao automobilismo, ao qual serviu com extrema paixão. Ele foi construtor de carros de corrida. Construtor de sonhos e de grandes vitórias.   

 
 

 
 
 
 
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