Fortaleza x Quixadá como nos velhos tempos
Leia a Coluna desta quinta-feira (15)
Sou saudosista, de carteirinha. Em 1968, fui transmitir a estreia do Quixadá na Série A cearense. O Quixinha havia sido campeão da segunda divisão em 1967. Eu trabalhava na Rádio Uirapuru. Viajei a Quixadá na companhia do saudoso Valmir Pessoa de Araújo, irmão do José Pessoa, dono da emissora. Uma festa em Quixadá.
Hoje, 58 anos depois, olha o Quixinha outra vez na elite. Após 10 anos, o Canarinho do Sertão enfrentará o Fortaleza no PV. O Quixadá tem um histórico de presença no Campeonato Cearense, mas com alguns afastamentos. O seu retorno agora mexeu com a minha memória afetiva.
O Fortaleza colocará em ação seu time principal. O empate na estreia, diante do Ferroviário, disparou o alerta. Em um campeonato de apenas cinco rodadas na fase classificatória, é um risco fazer poupança. Na estreia, o Quixadá empatou com o Horizonte. E, na segunda rodada, ganhou (1 x 0) do Maracanã.
A expectativa agora é sobre o Fortaleza. A montagem do time principal. O novo Fortaleza. O que inicia uma jornada de recuperação. O Fortaleza em busca de um sonho: voltar à lista dos melhores times do Brasil.
Gradual
Há uma escada íngreme à frente do Tricolor de Aço. A subida tem que ser gradual. Voltar ao G-4 da Série A nacional demandará tempo, sacrifício, dedicação, paciência, competência, perseverança. É possível desmanchar um time em poucos dias, mas é impossível dizer qual o tempo é preciso para montar um time vencedor.
Memória
O Quixadá, como disse, mexe com a minha memória afetiva. Aí lembro do saudoso técnico Freitinhas, o eterno soldado do Quixadá. Há uma bela matéria sobre ele, escrita pelo meu amigo Amadeu Filho. Lembro do Joaquim Gonzaga de Sousa, o Gaguinho, que me recebia tão bem. Lembro do repórter Jonas Sousa.
Rapidez
O tempo passa rápido demais. Lembro do lateral Dema, o “Cavalo de Aço”, que também foi técnico do Quixadá. O Val Tavares, com quem sempre me comunico, foi notável goleiro do Quixinha. O Amadeu Filho, meu amigo, faz anos não o vejo. Vou perguntar ao Val, se ele sabe me dizer quem já partiu para o plano maior.
Além do gramado
As transmissões, direto do Estádio Abilhão, que antes foi Luciano Queiroz, José Baquit e Imigrantes, eram uma forma de fazer amigos. Uma das últimas transmissões que fiz pela TV Diário, direto de Quixadá, foi na década de 1990. Uma senhora, que morava em frente ao estádio, nos recebia com muito carinho. Confraternização além do gramado.
Velhos tempos
Hoje, no PV, um Fortaleza x Quixadá como nos velhos tempos. Lembrei agora de alguns dirigentes que deram muito de seus esforços pelo Quixadá: Fernando Holanda, Valmir Araújo e o advogado Edson Costa. Hoje, o Cel-Av Tony Gleydson Barbosa Costa, filho do Edson Costa, é o Cmte da Base Aérea de Fortaleza.