Fortaleza manda embora o último dos 'moicanos'
Leia a coluna de Tom Barros
Tudo na vida tem começo, meio e fim. Da Série C à Libertadores e à decisão da Sula, o Fortaleza viveu os melhores dias de sua existência nas mãos competentes de pessoas, que deram tudo de si pelo êxito do clube. Tempos de Marcelo Paz, Rogério Ceni, Vojvoda, Marcelo Boeck...
O Fortaleza parecia ter alcançado uma formação eterna, consistente, imbatível, imutável, sólida. Duas vezes, o quarto melhor time do Brasil. Ganhou moral, respeitabilidade, admiração, aplausos nacionais e projeção internacional. De repente, acabou o que era doce.
O último ídolo foi demitido ontem: Marcelo Boeck. Assim, dos dias de glória, não restou mais ninguém. Agora é começar tudo de novo. Não digo do zero porque, na trajetória terminada, o Leão veio de oito anos de sofrimento na Série C. Agora está começando na série B.
Que os novos dirigentes alcancem o que a administração anterior conseguiu, ou seja, colocar o time na Série A nacional, com posições para chegar à Sula e à Libertadores. O que passou, passou. Com a saída de Boeck, foi embora o último dos moicanos.
É a vida
O ex-goleiro do Fortaleza, Marcelo Boeck, fez história no clube. Participou de momentos memoráveis. Ao pendurar as chuteiras, assumiu um posto na comissão técnica do Leão de Ao. Agora, o novo comando tricolor entendeu que a contribuição de Boeck tinha chegado ao fim. É a vida.
Repetição
Pelos recentes resultados do Campeonato Cearense, tudo leva a crer que a decisão novamente ficará com os dois eternos rivais, ou seja, Ceará e Fortaleza. Claro que não há nada definido. Ainda pode, sim, acontecer uma surpresa, desde que os concorrentes alcancem melhor condição técnica.
Frustração
Começou ontem a Série A do Campeonato Brasileiro. Do Nordeste, apenas dois representantes, Bahia e Vitória. Do Norte, apenas um representante, o Clube do Remo. De 20 participantes, somente três times das bandas de cá. Desequilíbrio ampliado pelas quedas de Ceará e Fortaleza no ano passado. Pense numa frustração.
Distribuição
A região Sul tem cinco representantes: Internacional, Grêmio, Chapecoense, Coritiba e Athletico-PR. A região Sudeste tem doze participantes: São Paulo, Palmeiras, Santos, Corinthians, Bragantino, Mirassol, Flamengo, Botafogo, Fluminense, Vasco da Gama, Cruzeiro e Atlético.
Força total
O Estado de São Paulo está mesmo bem acima dos demais. São seis representantes: São Paulo, Santos, Palmeiras, Corinthians, Bragantino e Mirassol. Observem a força do futebol do interior paulista, com dois representantes. O Estado do Ceará fora. Que vergonha! Que incompetência!