Fim da folia: agora é decisão no futebol

Leia a coluna desta quarta-feira (18)

Escrito por
Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 09:35)
Legenda: O período pós-Carnaval representa um recomeço, quando o país volta à sua rotina e as pessoas retomam seus planejamentos com energia renovada
Foto: Ismael Soares

Quarta-Feira de Cinzas, a meu juízo, é uma data sombria. Não sei bem a razão. Talvez eu tenha me deixado influenciar por uma música gravada, em 1942, pelo “Rei da Voz”, Francisco Alves. O título é: “Carnaval da Minha Vida”. Música composta pela famosa dupla Benedito Lacerda e Aldo Cabral.  

Um trecho da canção diz: “Quarta-Feira de Cinzas amanhece, na cidade há um silêncio que parece, que o próprio mundo se despovoou”. Na Bíblia está posto (Gênesis, 3:19): “És pó e em pó te tornarás”. É a fragilidade humana. A transitoriedade da vida. Arrependimento. É pesado. Certamente por isso eu sinta a data sombria.  

Vem a quinta-feira. Outro dia. Vida que segue. Acabou a folia. Volta o futebol, agora senhor absoluto de todas as atenções e de todos os focos. Momo apenas em 2027. Brenno, Maílton, Vina e Rafael Ramos, que salvaram um pouco os jogos de ida das semifinais, estarão de volta no fim se semana.   

Tomara que o padrão dos jogos de volta seja melhor. E justifique a importância das semifinais. Ainda bem, sai a música “Carnaval da minha vida”. Voltam os hinos das vitórias e dos campeões.  

  

Quatro pernas  

  

O primeiro gol do Ceará, na vitória sobre o Floresta, marcado por Rafael Ramos, chamou atenção por um motivo: a bola passou por entre as pernas do zagueiro João Victor e por entre as pernas do goleiro Tiepo. Quatro penas falhas e uma bola certeira. Por isso o velho Belmino, na brincadeira, sugeria que o goleiro deveria jogar de batina.  

  

Bom sinal  

  

O lateral-direito, Maílton, fez boa apresentação no jogo de ida diante do Ferroviário. Tudo bem. Mas, em certo momento, ia se envolvendo numa confusão desnecessária, decorrente de um lance mais duro, próprio do jogo. Concentra no futebol, Maílton. Você tem valor.  

  

Segurança  

  

Gostei do trabalho da árbitra Elizabete Esmeralda. Ela esteve muito bem no comando do jogo Floresta 0 x 3 Ceará. Sempre marcou tudo em cima do lance, com precisão. Soube se impor e, em nenhum momento, deixou transparecer alguma indecisão. Tem personalidade.  

  

Duas  

  

Tenho saudade de duas auxiliares de arbitragem que marcaram época no futebol cearense: Dayse Toscano e Carolina Romanholi. Duas excelentes profissionais. A Deyse, na marcação de impedimentos, tinha a precisão que o VAR de hoje não tem. Ela marcava na hora. O VAR tem que revisar. Faz tempo que não a vejo.  

  

Macete  

  

Com a Carolina aprendi um macete sobre impedimento. O auxiliar não olha para a bola. Olha para a posição dos atacantes. Percebe a saída da bola pelo som, quando o jogador bate com o pé na bola. Não há como, ao mesmo tempo, tentar ver a saída da bola e a posição dos atacantes. Lição que não esqueci, amiga Romanholi.