Está chegando a hora do futebol

Calma, gente! Mais um pouco e tudo estará outra vez nos devidos lugares. Alguns avanços aqui ou alguns recuos acolá fazem parte. Entrar em campo será o grande momento. Sensação de retorno, não para um festivo encontro, mas um recomeçar ainda que tímido. Às vezes ficamos a pensar que nada do que está aí é verdade. Imaginamos o mundo sem covid-19. Nós éramos felizes e não sabíamos. Agora a realidade impõe que, sem abraços, seja comemorado um gol de decisão de campeonato. Como fazer isso isoladamente só? Como conter os naturais impulsos tão arraigados nos costumes de nossa gente? O aperto de mão, os beijos nos cumprimentos,  tapinhas nas costas. Está chegando a hora de o futebol voltar. Aparentemente, acompanhando os jogos dos espanhóis e dos ingleses, parece que tudo está como antes. Não está. Falta alguma coisa. E essa coisa é bem clara. Falta alma nos estádios. Alma aí nos dois sentidos: alma no sentido de gente e alma no sentido de vibração intensa. É possível que assim também esteja acontecendo em outros segmentos. Mas, de uma forma ou de outra, está chegando a hora.

Dinheiro muito

O goleador Arthur Mendonça Cabral cumpriu a meta na Suíça, mas fez chover mesmo foi na horta do Ceará em Porangabuçu. Dinheiro bom para adubação em tempos de crise decorrente do coronavírus. Ora, numa situação em que tudo foi reduzido pela metade, o montante destinado ao Vozão é loteria.

Investimento

Vejam o que é visão no mundo dos negócios futebolísticos. Quando o  Palmeiras contratou Arthur, já sabia que, de imediato, ele não seria titular. Entretanto, previu potencial para retorno a médio prazo. Talvez, antes mesmo do tempo estimado, eis o retorno do dinheiro investido.

Poder aquisitivo

É muito difícil manter no nosso estado jogadores que venham a ser revelados pelas bases. Sempre os times do Sul e do Sudeste terão maiores meios para arcar com contratações de novos valores. O mesmo se pode dizer do futebol do Sul e Sudeste em relação à Europa. O poder aquisitivo é que manda. O euro fala mais alto.

Pílulas

Em 1970, há cinquenta anos, o Brasil foi tricampeão mundial no México. A melhor seleção de todos os tempos. Nunca tantos craques estiveram juntos no mesmo grupo. Aquela seleção não jogou: exibiu-se. Desfilou superioridade.

Pelé é o único jogador do mundo lembrado pelos geniais lances de gols perdidos: o chute do campo de defesa que deixou desesperado o goleiro Victor da Tchecoslováquia, a cabeçada defendida pelo goleiro inglês Banks e o drible de corpo no goleiro Mazurkiewicz, do Uruguai.



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