Copa de Clubes é a nossa
Leia a coluna de Tom Barros
Três esperanças. Três jogos fora. Três times cearenses na luta pelas vagas nas semifinais da Copa do Nordeste. O Fortaleza, na Fonte Nova, em Salvador, diante do Bahia de Rogério Ceni. O Ceará, na Ilha do Retiro, em Recife, diante do Sport. E o Ferroviário no “Rei Pelé”, em Maceió, diante do CSA.
Jogos muito difíceis. É lógico que os donos da casa têm a vantagem natural. Mas isso não é tudo. Há quem diga que torcida ajuda, mas não define. Há quem diga que torcida ajuda, mas, dependendo do andamento do jogo, às vezes atrapalha. No geral, porém, quem está em casa conhece melhor os atalhos.
Há as incertezas de um retorno, após as paralisações. Como voltará cada equipe? Após quase um mês sem programação oficial, é natural que os times percam o ritmo de jogo. É uma espécie de recomeçar. Não digo um recomeçar do zero, más é, sim, um recomeço.
É verdade que a paralisação foi para todos. Tudo bem. Mas os efeitos dela decorrentes são variáveis. Somente quando a bola rolar será possível avaliar o momento de cada equipe, máxime porque já retornam em uma rodada de definição.
Técnicos
Mais uma vez Rogério Ceni e Juan Pablo Vojvoda. Ídolos do Fortaleza. Méritos nivelados. Cada um fez algo que marcou a história do Leão. Rogério seguiu. Vojvoda ficou. Apesar da crise no Pici, Vojvoda se sustentou pelo que fez. Agora a esperança dp do que terá de fazer.
História
Rogério Ceno ficou para sempre na história do Fortaleza. Há o antes e o depois dele. Divisor de águas. Com Ceni, o Fortaleza cresceu em padrão, em estrutura, em proposta, em ousadia. Tornou-se Série A. E mais, que isso, nivelou-se aos grandes times do futebol brasileiro.
Continuação
Com Juan Pablo Vojvoda, a extensão do êxito. Com Vojvoda, o Fortaleza consolidou sua imagem competitiva internacional. Diria que Vojvoda aperfeiçoou o que Rogério Ceni construiu. Vojvoda ampliou a projeção do Fortaleza. Por isso mesmo, tornou-se tão ídolo quanto Ceni.
Atacante
Quando a paralisação aconteceu, Pedro Raul estava retomando a vocação de artilheiro, após longo jejum. Marcou dois gols na derrota (3 x 2) do Ceará para o Botafogo no Rio de Janeiro. E marcou um gol na vitória (1 x 2) do Ceará sobre o Sampaio Corrêa em São Luiz. Há grande expectativa sobre como Raul voltará hoje em Recife.
Avante, Ferrão!
A missão coral é delicada. Ganhar do CSA no Estádio Rei Pelé não é fácil. Sim, mas é possível. O Ferroviário tem feitos inacreditáveis. Na Copa do Brasil de 2018, eliminou o Sport em plena Ilha do Retiro, após estar perdendo por 3 a 0. O Ferrão reagiu. Empatou (3 x 3). E ganhou na decisão por pênaltis. E assim o Ferroviário!