Ceará, Fortaleza e Floresta em caminhos diferentes
Leia a coluna de Tom Barros deste sábado (20)
São jornadas distintas, separadas por interesses diferentes e missões particulares para cada um. A situação mais delicada é a do Fortaleza. Não sei a razão de o Leão ter deixado o desengano chegar até aqui. A tarefa do Ceará, teoricamente, é menos complicada. Há equilíbrio no desafio do Floresta.
Não admito derrota por antecipação. Isso não existe no futebol. Se assim fosse, o Fortaleza nem precisaria ir ao Allianz Parque. Rápido como um Pix, já transferiria para o Palmeiras os três pontos. Não gastaria dinheiro com passagens e hospedagens. E ficaria no Pici, de folga. Mas não é assim.
Não raro, times da zona de rebaixamento aprontam para cima dos favoritos. Faz parte. É claro que o Verdão está com todas as condições para somar mais três pontos. A superioridade palmeirense é grande. Mas, se houver soberba... A soberba tem derrubado muita gente.
O Leão, agora com Palermo, vai como quem não quer nada, querendo. É hora de resguardar-se. Fingir-se de bobo. A humildade de reconhecer a superioridade alheia tem trazido belas lições de vida. E vitórias também.
Primeiro recado
Na estreia de Martín Palermo, o Fortaleza enfrentou um time limitado, o Vitória. Isso, porém, não tirou o mérito de um começo de trabalho muito bom. Há vitórias que têm significado mais importante, já pela característica da superação. Foi o caso. Precisava de três pontos. Faturou os três pontos.
Segundo recado
Hoje é que são elas. O Fortaleza pega um Palmeiras que vem no entusiasmo de um excelente resultado pela Libertadores. Ganhou (1 x 2) do River Plate, em pleno Monumental de Núñez. O Verdão vai poupar o grupo? Ao Leão não importa. Tem de enfrentar o Palmeiras. Se A, B, C, misto, alternativo, é uma questão deles.
Casa cheia
Aqui tem Vozão. Um Vozão bem desfalcado. Faz parte. Vai com o que tem. A personalidade do grupo é forte. O que fez em São Januário prova que, mesmo quando tudo parece perdido, com um jogador a menos, jamais desiste de buscar o melhor resultado. É com esse sentimento que enfrentará o Bahia.
Acontece
Aquela derrota para o Juventude, time da zona de rebaixamento, aqui no Castelão, doeu. Mas acontece. E serve de alerta. É uma lição de vida. O Bahia também sofreu frustrações. Foi goleado pelo Mirassol (5 x 1) e tomou uma virada do Cruzeiro (1 x 2) na Fonte Nova. É assim que a barca segue. Tomba aqui, levanta-se acolá.
Tudo igual
Na Série C, Grupo B, após duas rodadas, os quatro times estão iguais: Londrina, São Bernardo, Caxias e Floresta. Dois jogos, dois empates. Amanhã, no Domingão, o Floresta recebe o São Bernardo. O Londrina recebe o Caxias no Estádio Vitorino Dias. Não sei a razão pela qual o Londrina deixou de jogar no Estádio do Café.