Ceará e Fortaleza, prêmio ou castigo
Leia a coluna de Tom Barros desta quinta-feira (4)
A rodada de ontem mexeu com os nervos e corações de alvinegros e tricolores. Cada um na aflição e na esperança. O Flamengo confirmou a consagração: além de maior das Américas, maior também do Brasil. Um Maracanã em festa. Apoteótica e merecida comemoração rubro-negra.
Mais uma vez repito a frase que uso nas reviravoltas do Leão: em verdade, em verdade, vos digo: o Fortaleza é além da imaginação. Que vitória soberba! Que saída da zona de rebaixamento! Que defesa heroica e salvadora de Breno! Que gols salvadores de Pochettino e Herrera! A torcida da fé. A vitória da fé.
O Ceará fez o que esteve ao seu alcance. Fechou-se. Jogou por uma bola que não veio. O Flamengo jogou pela bola que veio e muito mais. Dominou. Ganhou sem maiores esforços. O Ceará só arriscou nos últimos minutos. Parece que seu propósito era evitar a goleada. Evitou. Preservou o bom saldo de gols.
Ceará e Fortaleza, com 43 pontos, seguem pendurados, no limite. Impossível prever o destino de ambos. O Ceará fez boa campanha no começo, mas desandou no fim. O Fortaleza agigantou-se no fim, após os fracassos do começo. Pelas virtudes e erros, vão ao julgamento derradeiro.
Só Deus sabe quem, no veredicto da última rodada, receberá o prêmio ou o castigo.