Ceará e Fortaleza, os donos do Campeonato Cearense

Leia a Coluna deste sábado (10)

Escrito por
Tom Barros tom.barros@svm.com.br
Legenda: Ceará e Fortaleza são favoritos para o título cearense 2026 e dividem as conquistas locais há 30 anos
Foto: KID JUNIOR / SVM

Este fim de semana marca o tão esperado retorno de Ceará e Fortaleza às atividades oficiais. Incógnitas. Mil dúvidas nas necessárias adaptações e reformulações. Receitas menores, dinheiro curto. A realidade impõe medidas restritivas. Uma coisa era o time de Série A. Outra coisa, bem diferente, são os times de agora.

O Campeonato Cearense é tiro curto. Um torneio que exige resposta imediata. Começar ganhando é uma necessidade. Não sei ainda como alvinegros e tricolores vão encarar a competição. A própria fase de reestruturação dificulta a definição das equipes. 

Li várias matérias sobre as prováveis escalações. Nada a ver com os times fortes de antes. Aliás, é bom mesmo nem fazer comparações. O que passou, passou. Agora é abraçar os grupos que aí estão. Cobrar desde o começo, mas sem os exageros da pressão.  

Ceará e Fortaleza vão enfrentar equipes que foram vitoriosas nas estreias. O Vozão enfrenta o Floresta, que ganhou (0 x 2) do Tirol. O Fortaleza enfrenta o Ferroviário, que ganhou (0 x 1) do Maracanã. O recado está dado. 

 

Donos 

 

Há 30 anos, somente os dois subiram ao topo do pódio. São 16 títulos do Fortaleza e 14 títulos do Ceará. Os tabus existem. Há os que persistem por décadas, mas um dia será quebrado. Na atual temporada, haverá um novo campeão, que não Ceará ou Fortaleza?   

 

Começo 

 

O Ferroviário é sempre encarado como a terceira força do futebol cearense. E, como tal, teoricamente, tem condições de surpreender. Começou bem, ganhando do Maracanã, dentro do Estádio Almir Dutra em Maracanaú. Iguatu e Floresta igualmente começaram bem. 

 

Ídolos 

 

Sinto falta de ídolos no futebol cearense. Fazer campeonato sem a presença de ídolos é admitir um vazio. Fica faltando algo. Já imaginaram, na década de 1960, um Ceará sem Gildo e um Fortaleza sem Croinha? Há torcedor que vai mais aos estádios pela presença dos ídolos.  

 

Nomes 

 

Sinto a ausência de jogadores que fazem a diferença. Nas décadas de 1950 e 1960, vi craques inesquecíveis no PV. Mozart Gomes, ídolo do Fortaleza, encantava pelo futebol excepcional. Era gostoso vê-lo em ação. Outro, que eu gostava de ver jogar, era Haroldo Castelo Branco. A propósito, quem me dá notícias do Haroldo? 

 

Cobertura 

 

A rodada do fim de semana é boa. Hoje, no Abilhão, em Quixadá, às 19 horas, Quixadá x Maracanã. E, no Domingão, em Horizonte, às 16:30, Floresta x Ceará. Amanhã, no Moraisão, às 16 horas, Maranguape x Tirol. E, no PV, às 18 horas, Ferroviário x Fortaleza. É coisa nossa.

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