Brasil em Yokohama: abra os olhos, Japão!
Confira a coluna de Tom Barros
Em 2002, exatamente no Estádio Internacional de Yokohama, a Seleção Brasileira conquistou o pentacampeonato mundial. Depois disso, nada mais. Já se passaram 23 anos. Foram muitas frustrações. Agora, a Canarinho volta ao cenário da última conquista, em busca de inspiração.
No jogo anterior, na Coreia do Sul, o Brasil atropelou os donos da casa. Uma goleada de 5 a 0, com uma bela exibição. O treinador Carlo Ancelotti encheu-se de esperança. Declarou que viu na apresentação em Seul um início promissor rumo à Copa do Mundo.
Hoje, nos preparativos para a Copa do Mundo de 2026, é o segundo jogo seguido da Seleção Brasileira na Ásia. Os estilos da Coreia do Sul e do Japão são semelhantes. Jogam na base da velocidade. Bem diferente do futebol atualmente praticado na Europa.
O Japão vai ter que abrir os olhos para não sofrer também uma goleada. O Brasil tem na linha de frente Estêvão, Matheus Cunha, Rodrygo e Vini Jr. Um quarteto para trazer de volta a magia do futebol brasileiro.
Cinco atacantes
Nas décadas de 1950 e 1960, o Brasil atuava com cinco atacantes. Em 1958, Garrincha, Didi, Vavá, Pelé e Zagalo. Mas, muitos cronistas entendiam que Didi era meia. O Santos, bicampeão mundial de 1962/1963, tinha no ataque Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. Muitos entendiam que Mengálvio era meia.
Seleção Cearense
Em 1962, no Campeonato Brasileiro de Seleções, a equipe cearense fez a sua melhor campanha. Foi eliminada pela Seleção Carioca nas semifinais. A Seleção Cearense também formou com cinco atacantes: Carlito, Charuto, Gildo, Mozart e Baíbe. Cinco atacantes. Mas os cronistas entendiam que Charuto era meia.
Escalações
Na época, as escalações eram divulgadas com dois zagueiros, três volantes e cinco atacantes. Exemplo de 1958: Gilmar, De Sordi e Bellini; Zito, Orlando e Nilton Santos; Garrincha, Didi, Vavá, Pelé e Zagalo. Anos depois, as escalações passaram a ser divulgadas de acordo com o modelo tático.
Retorno
Tenho um tédio quando a CBF manda paralisar o Campeonato Brasileiro. É como alguém que interrompe um atleta no pique do aquecimento. Pense numa situação incômoda. Ainda bem que amanhã a Série A estará de volta: Sport x Ceará na Ilha do Retiro e Fortaleza x Vasco da Gama no Castelão.
Adversários
O Sport faz a pior campanha: duas vitórias em 26 jogos. Mesmo assim, foi a Belo Horizonte e empatou (1 x 1) com o Cruzeiro no Mineirão. O Vasco é imprevisível. Tanto goleia quanto é goleado. É capaz de brilhantes exibições e capaz de grandes frustrações. É de veneta. Ceará e Fortaleza devem se cercar de todo cuidado.