A última missão do Fortaleza

Leia a Coluna desta quinta-feira (21)

Escrito por
Tom Barros tom.barros@svm.com.br
Legenda: O Fortaleza tem dura missão de evitar o rebaixamento na Série A
Foto: THIAGO GADELHA / SVM

Setembro está chegando. Com o chamado “bê-erre-ó-bró”, o fim do ano acontece rápido. Até agora, nada deu certo para o Fortaleza em 2025. Nada mesmo. Pretendia ganhar o título estadual, mas perdeu para o Ceará. Foi eliminado da Copa do Nordeste, da Copa do Brasil e da Copa Libertadores. Meu Deus... 

Os tormentos tricolores continuam. E tem mais: continuarão enquanto não conseguir sair da zona baixa da Série A nacional. Tudo leva a crer que no Pici ainda haverá muito sofrimento, visando a evitar um dramático e melancólico fim. Luta insana para não chegar ao fundo do poço. 

Quando o Fortaleza fez um bom segundo tempo no Maracanã, diante do Fluminense, concordei com o técnico Renato Paiva. Passei a acreditar que o time, caso continuasse jogando daquela maneira, não cairia. Mas, depois da apresentação em Buenos Aires, voltei à opinião anterior.    

Está muito complicada a situação do Fortaleza. Oscila. Não se firma. E tem ampliado muito o índice de erros nas contratações. Agora, a última missão do Fortaleza em 2025 é evitar o trágico rebaixamento. 

 

Perda 

 

Além dos insucessos em campo, aconteceu no Pici o que para a maioria dos torcedores era impossível: a demissão do técnico e ídolo Juan Pablo Vojvoda. Foi também um golpe muito forte. Enfim, houve o encadeamento de coisas ruins. E, pelo visto, o pior ainda poderá acontecer. 

 

Inexplicável 

 

Até agora não houve uma explicação para tamanha queda livre. Foi o envelhecimento da equipe? Foi a falta de renovação? Foi a soberba? Foi a acomodação? Foram divergências nos bastidores? Foram todas essas coisas juntas? Não sei. A verdade é que fatos estranhos aconteceram. Isso não é obra do acaso. 

 

Ditado 

 

Há males que vêm para o bem, diz o ditado popular. A eliminação do Fortaleza, na Copa Libertadores, se por um lado gerou a frustração de mais um tropeço, de outra parte leva o Leão a um foco único: a Série A nacional. É o último esforço, concentrado esforço, para permanecer na elite nacional.   

 

Culpado 

 

Será uma perda de tempo buscar um culpado pelo atual e negativo estado de coisas no Pici. Ora, se todos foram vitoriosos na extraordinária marcha ascensional da Série C à Libertadores, agora todos também são culpados pelos sucessivos fracassos. Essa conta não é divisível. 

 

Palavra 

 

Marcelo Paz, o CEO, o senhor, o dirigente, o timoneiro. Mais do que nunca, as rédeas em suas mãos. Mais uma vez, a sua lucidez. Mais uma vez, a sua sensatez. Pelas suas sábias decisões anteriores, ainda vejo uma luz no fim do túnel. Enquanto houver chances matemáticas, sua palavra poderá mudar o rumo das coisas. Para melhor. 

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