A polêmica sobre o melhor de todos os tempos

Não é fácil escolher um atleta como o melhor de todos os tempos. Aliás, isso não é fácil em qualquer segmento. Sempre haverá discordâncias. Até Pelé, com três títulos mundiais, com shows em duas finais de Copas do Mundo e 1.281 gols em 1.363 partidas, ainda encontra quem queira impor que Maradona foi melhor do que ele ou que Messi é melhor do que ele. Por aí já se vê. Aqui Jardel, em recente enquete, foi escolhido o melhor. Ele tem méritos pelo que conquistou. Artilheiro idolatrado em Portugal. Um dos melhores cabeceadores do mundo. Do Ferroviário para a Seleção Brasileira principal. Escreveu seu nome na história. Quando, porém, se fala em melhor de todos os tempos, há que se pensar nos tempos passados que os votantes não viram. Não viram em ação o craque Mozart, que com 16 anos a todos encantava. Se na Europa Wolfgang Amadeus Mozart assombrou o mundo pela genialidade de seus concertos e produção musical, o Mozart cearense dava concertos geniais pelos gramados do Brasil, mostrando um futebol de toques sutis, refinados, qualidade excepcional de um talento superior. Sem filmes e vídeos, como a nova geração votaria em Mozart? Repito: é complicado escolher o melhor de todos os tempos. 

Mais fácil 

Seria bem mais fácil apontar o melhor de seu tempo. Ainda assim não haveria unanimidade, exceto no caso de Pelé. A questão é muito subjetiva. Se fosse uma eleição pelos números, pela estatística, seria fácil. Como é pela arte, pelo talento, então fica a decisão pelo gosto de cada avaliador. De qualquer forma, vale a intenção da enquete. 

Setores 

Há que se levar em consideração também, na escolha do melhor de todos os tempos ou na escolha do melhor do seu tempo, a posição do jogador. Pelo visto, goleiros e zagueiros dificilmente serão escolhidos. Geralmente o escolhido é o atacante, o homem que balança a rede, ou um meio-campista. Só excepcionalmente um goleiro sairá vencedor. 

Goleiro 

Na Copa de 2002, no Japão, o melhor da competição, segundo escolha feita pelos jornalistas que cobriam o evento, foi o goleiro alemão Oliver Khan. Ele recebeu 147 votos. Ronaldo Fenômeno recebeu 126. Já no meu entendimento, o melhor daquela Copa foi o brasileiro Rivaldo. Observem como são variadas as opiniões. 

Pílulas 

Sempre haverá polêmica em matéria dessa natureza. Os tempos variam. Os modelos táticos variam. O ritmo de jogo muda. Enfim, cada época apresenta característica própria. Hoje há imagens de todo tipo, com ângulos variados. 

Nas primeiras décadas as imagens eram ruins. As imagens da Copa de 1950 no Brasil também são ruins. As da Copa da Suíça em 1954, razoáveis. As da Copa de 1958, quando o Brasil foi campeão, são boas. Aqui, não há imagens do futebol cearense nesse tempo. 



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