A paralisação e a retomada da Série A
Leia a coluna de Tom Barros
Agora é pagar para ver. Quem tem seus objetivos que cuide de colocá-los em prática. Ligeiro que nem bala. O “bê-erre-o bró” é cruel. Já os sinos do Natal começam a badalar. Dezembro bate à porta. No dia 07, fim de papo. Velha vinheta da Rádio Globo: “Quem ganhou, ganhou; quem não ganhou, não ganha mais”.
A Seleção Brasileira perdeu, mas ganhou. Vai à Copa do Mundo de 2026. É o único país presente em todas as edições. Desde 1930, no Uruguai, até hoje. Ancelotti agora sabe o que é jogar a mais de 4.000 metros de altitude. Perto do Céu. Agora vai para a realidade da Copa.
Léo Condé está feliz com o retorno da turma toda. A paralisação teve o lado positivo, pois permitiu a recuperação de atletas que estavam lesionados. Mas ele terá de passar um pito na turma toda, visando a não vacilar como vacilou na derrota (0 x 1) para o Juventude antes da paralisação. A pancada doeu.
O Leão vai de técnico novo: Palermo. Reagrupou. Juntou a turma toda para o desafio. Os grandes líderes geralmente surgem em situações assim. Palermo tem a oportunidade de já chegar fazendo história.
Retorno
Há times que, após uma paralisação assim, não voltam no mesmo ritmo. Isso acontece principalmente com equipes que relaxam como se fosse um período de férias. Melhor proveito terá quem trabalhou sério. Pelo que acompanhei, Ceará e Fortaleza tocaram o barco com muito compromisso e responsabilidade.
Recuperação
Lucero, atacante do Fortaleza, viveu grandes momentos sob o comando de Vojvoda, máxime em 2023 e 2024. Foi o segundo maior artilheiro da “Era Vojvoda”. Assinalou gols em todos os jogos finais que disputou, inclusive na decisão da Sula. Conseguirá, sob o comando de Palermo, voltar aos áureos tempos?
Sem explicação
Não sei o que houve com Lucero. No auge, marcava gol até sem querer. A bola batia nele e ia para o fundo das redes. Se Palermo conseguir a total recuperação de Lucero, abrirá caminho para o que o Fortaleza mais precisa: gols. Quero crer que Lucero não desaprendeu. Palermo com a palavra.
O melhor
Dieguinho, do Ceará, é o melhor jogador do futebol cearense. Ele dá vida à transição alvinegra. E tudo ocorre de forma natural. Dieguinho encontra os melhores atalhos para chegar à linha da frente. Lembra demais o meia Joãozinho que, nas décadas de 1960 e 1970, veio de Itapipoca. E aqui brilhou intensamente no Fortaleza e no Ceará.
Boa sorte
A maior expectativa neste fim de semana gira em torno da estreia do novo técnico do Fortaleza, Martín Palermo. Não queiram, porém, exigir dele algo sobrenatural. É bom lembrar que teve pouco tempo para trabalhar. É começo de missão. Ao Palermo os meus votos de sucesso. Boa sorte.