A gradual recuperação do Fortaleza

Leia a coluna de Tom Barros desta quinta-feira (7)

Escrito por
Tom Barros producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 08:36)
Legenda: Foto dos jogadores Deyverson e Breno Lopes, do Fortaleza
Foto: Kid Júnior/SVM

No mundo do futebol já se sabe o quanto é complicado refazer uma equipe desfeita. Não é da noite para o dia. Não há milagre nisso. É trabalho. É paciência. É tempo. Não há como passar por cima das etapas necessárias. O amadurecimento somente vem com os exercícios continuados.

A mudança de treinador foi apenas uma etapa. Mudar de treinador não é um fato tão simples como se pensa. Há mudança de filosofia, de métodos de trabalho, de relacionamento, de propósito, de liderança, de adaptação, de ajustes, de resultados. Há todo um processo de maturação.

O Fortaleza está passando por tudo isso. E muito mais. A presença tricolor na zona de rebaixamento incomoda muito. O Leão estava acostumado com a parte de cima. De repente, houve uma guinada negativa que o jogou para baixo. Uma descendente perigosa que parece sem solução.

Tem solução, sim. Nos dois últimos jogos, uma esperança. Perdeu para o Grêmio por lances pontuais. E cedeu o empate para o Corinthians já nos acréscimos. O jogo diante do Botafogo, no sábado, poderá ser revelador de um novo momento.

Na zona

Se existir uma situação incômoda é a de estar na zona de rebaixamento. Há um peso invisível, impedindo que a time se livre da pecha. Gera um terrível complexo de inferioridade. É como se o grupo fosse incapaz, inferior. Então, sair da zona tem de ser a prioridade. E sair já nas próximas rodadas.

Desafios

Pela ordem, estão vindo Botafogo, Fluminense, Mirassol, Internacional... E ainda tem o jogo atrasado que será contra o Atlético-MG. Não há o que temer. É reunir forças e partir para a reação. O segundo turno não permite lentidão. Aqui, contrariando o provérbio, a pressa tem de ser amiga da perfeição.

Na conta

O Ceará não terá Richardson e Fernandinho diante do Palmeiras. Que desfalques! Lamentavelmente, o elenco do Ceará ainda carece de qualificação para permitir a rotatividade sem queda de produção. Por isso mesmo, tenho dito que o Léo Condé tem tirado leite de pedra.

Carência e abundância

O contrário acontece exatamente no adversário do Ceará. No Palmeiras, sobra opções. Abel Ferreira conta com três jogadores do mesmo nível para cada posição. Se não no mesmo nível, mas bem próximo. Não há como comparar a situação de Léo Condé com a do Abel: Léo tem carências; Abel tem abundância.

Esperança

Ainda bem que o futebol é o esporte das surpresas e das zebras; o esporte onde nem sempre o melhor vence. O esporte onde o líder pode perder para o lanterna. O esporte que não comporta vencedor antecipado. Com base nisso, tudo será possível na rodada do fim de semana...

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