A estreia de Martín Palermo no Fortaleza

Leia a coluna de Tom Barros

Escrito por
Tom Barros producaodiario@svm.com.br
Legenda: Martín Palermo em coletiva de apresentação no Fortaleza
Foto: Mateus Lotif/FEC

Começa hoje o trabalho do novo treinador do Fortaleza. Ele conseguirá o objetivo de evitar o rebaixamento do Leão? Está aí uma pergunta de difícil resposta. Há no Pici uma tempestade. Águas revoltas. E um timoneiro para realizar a travessia. Será um dos maiores desafios do Leão.  

O melhor que Martín Palermo pode fazer é a escalada jogo a jogo. Não importa quem virá amanhã. Importante é quem está no confronto hoje. É o Vitória, sem vitória. É o Fortaleza forte, com vitória. Se der para jogar bonito, ótimo. Se tiver de jogar feio, jogue, mas com vitória. 

Não há como exigir milagre de um treinador que chegou ontem. Mas ele pode, com elevado poder de persuasão, motivar o grupo. Tirá-lo da fase de descrença, conduzindo-o a uma fase de confiança. Às vezes, mais que conhecimentos técnicos, vale a união do grupo. Há times que vencem com o coração. 

Não se pode, em momentos assim, gerar falsas expectativas. Mas é possível mostrar que, não raro, uma sacudida mexe com o brio dos jogadores. Isso pode, sim, fazer a diferença. 

Elenco 

Um questionamento que a própria torcida tem feito. Como pode voltar a jogar bem o mesmo elenco que há muito está em queda livre? O mesmo elenco, que já não vinha bem com o Vojvoda, e que continuou em baixa com o técnico Renato Paiva? Amigos, no futebol tudo pode acontecer. Não há crise eterna. 

Difícil 

Não acredito que o atual elenco volte a jogar como nos áureos tempos de Vojvoda, quando a todos encantou com excepcional qualidade. Mas acredito que possa encarar com dignidade, coragem, profissionalismo e altivez os obstáculos que restam, ou seja, brigar até o fim para ficar entre os 16 classificados para a Série A 2025. 

Doação 

A situação do Fortaleza virou caso especial de doação de cada atleta. Aliás, algo bem próprio da história do clube, que veio de oito anos de humilhações na Série C Nacional, subindo para disputar a mais importante competição das Américas. É isso que tem de ser visto e mostrado como motivação. É história. 

Amanhã 

O técnico Léo Condé tem à disposição praticamente todo o grupo. A paralisação trouxe ao Vozão a oportunidade de recuperar os lesionados. A meu juízo, o Ceará tem futebol para ficar na faixa intermediária. Entretanto, não pode repetir alguns apagões que estão acontecendo na reta final das partidas. Isso preocupa.  

Intensidade 

O Ceará precisa também ampliar a intensidade de suas ações. Não mantém nos dois tempos a mesma pegada. Sei que isso é difícil, principalmente nos meses finais da competição. Mas um esforço maior deve ser feito, pelo menos até alcançar uma pontuação tranquila, onde possa, sem risco, relaxar. 

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