A esperança tricolor se esvai a cada rodada

Leia a coluna do Tom Barros

Escrito por
Tom Barros producaodiario@svm.com.br
Legenda: Moisés, jogador do Fortaleza.
Foto: Kid Junior/SVM

Não consigo antecipar o rebaixamento de qualquer time que ainda tenha condições matemáticas de se manter na série. Assim, apesar das evidências, jamais direi que o Fortaleza está rebaixado. Pode ser excesso de prudência de minha parte. Tudo bem. É o meu jeito prudente de ser. 

São consistentes os argumentos apresentados pelos que já consideram concretizada a queda tricolor. Como o Leão fará agora o que não conseguiu fazer durante toda a campanha? Ganhar do Cruzeiro? Ganhar do Flamengo? Ganhar do Santos? Só mesmo um milagre. 

Entendo o desengano dos tricolores. Entendo que a cada rodada há uma esperança a menos. Não há sinais de recuperação na produção da equipe. Em campo e fora de campo, não se tem mais a imagem de um time unido. A recente entrevista do CEO, Marcelo Paz, trouxe à tona antigas rachaduras internas. 

O que antes parecia uma estrutura sólida, agora balança ao sopro das incertezas e da sofreguidão. Opto por aguardar o desfecho. A viagem de volta parece irreversível. É verdade. Mas a passagem não foi carimbada.  

Se cair 

Não será uma coisa do outro mundo, se acontecer o rebaixamento do Fortaleza. Faz parte. Sei que será doloroso o retrocesso, máxime para quem conviveu com a grandeza da Copa Libertadores da América, a Sul-Americana e duas vezes G-4 da Série A, mas não será o fim.  

Retomada 

O exemplo está no Ceará Sporting Club. Foi rebaixado. Passou pelos dramas e decepções do retrocesso, mas voltou à elite. Hoje, o Vozão está na faixa intermediária da Série A. Superou os delicados momentos dos desentendimentos internos e cuida de manter a regularidade na atual temporada. 
 
Oscilações 

A vida é feita de altos e baixos, glórias e fracassos, alegrias e tristezas, derrotas e conquistas. É claro que ninguém quer descer. Machuca. Incomoda. Mas, se descer, não pode cruzar os braços, aceitando o revés. Tem que renovar forças para subir outra vez. Assim são os fortes. 

Revisão 

O alto comando tricolor, quer o Fortaleza seja rebaixado, quer não seja rebaixado, terá de fazer uma revisão geral de conceitos. Uma lavagem, bem lavada, de roupa suja. Um “mea-culpa”, se for o caso. O que fez o time sair do rumo do sucesso para o labirinto dos tropeços.  

2025 

O ano, que vai caminhando para o fim, tem de ser analisado pelos tricolores. Começou mal com uma pré-temporada confusa nos Estados Unidos. Perdeu o título estadual para o maior rival, o Ceará. Demitiu o melhor treinador de sua história, Vojvoda. Sofre agora a ameaça do rebaixamento. E ninguém conseguiu estancar a crise. 

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