Rayssa prateada, avanço cearense no mar e susto no vôlei: um dia olímpico inesquecível

Novo dia de competições será marcado pela disputa de cearenses. E pode, inclusive, sair a primeira medalha para o Estado, em Tóquio

Rayssa Leal e o momento de consagração com a prata olímpica
Legenda: Rayssa Leal e o momento de consagração com a prata olímpica
Foto: Reprodução/Instagram

Treze anos e uma prata olímpica! Nunca antes na história do país uma pessoa tão jovem chegou ao pódio nos Jogos. Nordestina, Rayssa Leal conquistou não só a prata, mas o Brasil inteiro com seu carisma. A skatista foi a única representante nacional na final. Pâmela Rosa e Letícia Bufoni não conseguiram a classificação, mas também merecem as glórias por ter chegado pela primeira vez com a modalidade em Olimpíadas. O marco já ficou e a tendência é que a semente plantada pelo skate nos Jogos se difunda e angarie novos atletas para a modalidade. 

Outra modalidade estreante que vem fazendo história no Japão é o surfe. O Brasil tem boas chances de medalha e contará com três representantes nas quartas: Gabriel Medina e Ítalo Ferreira, no masculino, e a cearense, de Paracuru, Silvana Lima, que entra no mar, a partir das 22h30. Por conta da previsão de um tufão, as semifinais e finais foram antecipadas e acontecerão ainda na madrugada desta terça-feira.  

Do mar para a areia, a primeira partida da cearense Rebecca, ao lado da Ana Patrícia, foi de vitória tranquila. Contra a dupla queniana Makokha e Khadambi, o resultado de 2 sets a 0 tira o peso da estreia. As duas seguem como candidatas a uma medalha e enfrentam na próxima rodada a dupla da Letônia, Kravcenoka e Graudina. 

Ana Patrícia e Rebecca iniciaram a caminhada olímpica com vitória convincente
Legenda: Ana Patrícia e Rebecca iniciaram a caminhada olímpica com vitória convincente
Foto: Reuters

Quem não conseguiu um bom resultado foi o triatleta do Estado, Manoel Messias. Ele ficou apenas no 28º lugar, bem longe do pódio.

O susto do dia ficou por conta da seleção masculina de vôlei, que quase amargou a primeira derrota nos Jogos. Contra a Argentina, de bons jogadores, mas que não era considerado um adversário exatamente difícil, o revés pareceu perto, principalmente, no quarto set, em que o Brasil perdia de 12 a 6 e já havia sido derrotado nos dois primeiros. Disputado até o fim, o tie break foi fechado em 16 a 14 para os brasileiros. 

Num grupo considerado perigoso, perder para Argentina não estava nos planos. E teve que ser na base da garra, a reversão do placar. O Brasil ainda tem pela frente adversários difíceis como Rússia, Estados Unidos e França. O baque inesperado deve servir para ligar o alerta. O caminho até tetra olímpico será de pedreiras. 

Dos homens, para as mulheres, a seleção feminina enfrenta a República Dominicana nesta terça-feira, às 7h40. As dominicanas tem no comando um brasileiro, Marcos Kwiek. O jogo não deve ser fácil e será uma reedição da partida que definiu a classificação brasileira para Tóquio 2020, direto no pré-olímpico continental, ainda em 2019. 

A seleção feminina de handebol, da cearense Adriana “Doce”, corre por fora na disputa por pódio, pois está no considerado “grupo da morte”. A partida desta noite é contra a Hungria, às 23h30. 

No futebol, as mulheres entram em campo às 8h30 da manhã, contra a Zâmbia, para consolidar a classificação às quartas. A definição da colocação no grupo será fundamental para o caminho brasileiro rumo à medalha. Ficar em segundo lugar seria mais vantajoso, já que fugiria de um possível confronto com EUA ou Suécia para uma disputa contra Canadá ou Grã Bretanha.