Confirmação da federação União Progressista é vitória simbólica da oposição

Grupo tem tempo de propaganda, recursos do fundo eleitoral e estrutura partidária robusta.

Escrito por
Inácio Aguiar inacio.aguiar@svm.com.br
(Atualizado às 19:17)
Legenda: Capitão Wagner exibe o documento de nomeação de presidente estadual da União Progressista no Ceará ao lado da esposa, deputada federal Dayany Bittencourt, e de aliados como o ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio
Foto: Ascom/União Brasil

A definição da federação União Progressista no Ceará, confirmada pelo novo presidente estadual do bloco, Capitão Wagner, e pelo presidente municipal em Fortaleza, Roberto Cláudio, consolida o grupo na oposição e encerra uma disputa intensa de bastidores com a base governista, que terminou com vitória simbólica dos opositores.  

O documento de nomeação, mostrado por Wagner em coletiva de imprensa, gera ainda o fim de uma novela, após intensas articulações do grupo governista que envolveram o governador Elmano de Freitas (PT), o ministro Camilo Santana (PT) e outros aliados com trânsito em Brasília para tentar atrair a federação para a base aliada. 

A ofensiva governista incluiu movimentos arriscados, como a tentativa de filiação da vice-governadora Jade Romero, que acabou não se concretizando após a consolidação do bloco no campo oposicionista.

O resultado fortalece o discurso da oposição e impõe um revés político ao grupo governista em um momento pré-eleitoral. 

Tempo de tv e estrutura partidária 

No plano prático, a federação amplia a competitividade da oposição na disputa pelo Governo do Estado.

A aliança pode garantir maior tempo de propaganda em rádio e televisão à eventual candidatura de Ciro Gomes (PSDB), além de assegurar acesso a uma fatia relevante do fundo eleitoral, dada a força nacional do bloco no Congresso.