Hidrogênio Verde: Maia Júnior prevê ampliação do Pecém

O H2V será grande oportunidade. Para aproveitá-la, teremos de formar capital humano e desenvolver novas tecnologias, diz o secretário. E mais: 1) Devemos evitar o invertebrado gasoso; 2) Luís Collier comanda Coca-Cola em NY; 3) Gasolina a R$ 7 em Fortaleza.

Escrito por
Egídio Serpa egidio.serpa@svm.com.br
(Atualizado às 06:28)
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Hidrogênio Verde: Maia prevê ampliação do Pecém

Para produzir Hidrogênio Verde (H2V) no Complexo do Pecém, não será necessário investir em usinas de dessalinização da água do mar. 

É o que estão a afirmar o presidente da Cagece, Neuri Freitas, o secretário do Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedet), Maia Júnior, e o seu colega de Recursos Hídricos (SRH), o também engenheiro Francisco Teixeira.

Os três asseguram que as usinas de H2V até agora anunciadas para o Complexo Industrial e Portuário do Pecém consumirão, cada uma, 0,3 m³ por segundo de água doce. 

É só um pouco do que a Cagece pode oferecer de água de reuso do seu sistema de coleta e tratamento de esgotos de Fortaleza. Com uma vantagem: a um custo várias vezes mais baixo do que o da água dessalinizada.

Maia Júnior revela que o sistema de esgotamento sanitário de Fortaleza pode produzir até seis vezes mais volume de água de reuso do que o de água doce da primeira usina de dessalinização da água do mar que o Grupo Marquise implantará na Praia do Futuro, cuja produção será de 1 m³ por segundo.

No dia 11 de junho passado, o presidente da Cagece disse a esta coluna que, para transportar de Fortaleza para o Pecém sua água de reuso para as futuras usinas de H2V, a empresa tem um Plano A e um Plano B. Ele explicou:

“O Plano A prevê a construção de uma adutora de aço, enterrada, que transportará 1,3 m³ por segundo de água de reúso para as usinas de hidrogênio. O Plano B, por sua vez, prevê o uso, para esse transporte, do canal do Eixão das Águas, desde Caucaia até o Pecém”.

Mas o secretário Maia Júnior, antevendo as perspectivas que a produção de H2V – a energia do amanhã – abrirá para a economia do Ceará, adverte o empresariado e estimula a inteligência acadêmica, ao refletir sobre o porvir.

Na sua opinião, “o progresso não virá do nada”. Para ser um grande produtor mundial de Hidrogênio Verde, o Estado do Ceará necessitará de estrutura, de investimento e de aparelhar o seu organismo ambiental e a sua Secretaria Executiva de Energia, que está vinculada à Secretaria de Infraestrutura (Seinfra).

Maia Júnior também diz que a Superintendência de Obras Públicas (SOP) terá de estruturar “novas rotas para o transporte dos pesados equipamentos da indústria de energia, novas linhas de transmissão e novas subestações para escoar a produção de energia”. 

Mas na usina de ideias que é a cabeça do secretário Maia Júnior, há muito mais desafios a serem superados.

“Pecém terá de ser ampliado”, sentencia ele, antevendo o boom industrial que as usinas de H2V provocarão não apenas no Porto, mas em todo o seu entorno. 

A duplicação da CE-155, que liga a BR-222, no Distrito de Primavera, em Caucaia, ao Porto do Pecém, é só uma das necessidades imediatas do Complexo Industrial e Portuário do Pecém.

Maia Júnior procura ser didático na sua exposição:

“A riqueza não cai do Céu. O H2V será para nós uma grande oportunidade, mas, para aproveitá-la da melhor maneira possível, teremos de formar capital humano, precisaremos de desenvolver novas tecnologias, razão pela qual temos de, imediatamente, construir aqui algo como o Cenpes (Centro de Pesquisas, Desenvolvimento e Inovação), que é a unidade da Petrobras responsável pelas suas atividades de pesquisa e desenvolvimento, o maior da América Latina e um dos maiores do mundo na área de óleo e gás. O nosso Cenpes seria voltado para P&D em H2V”, afirma Maia Júnior, para quem só assim o Ceará se tornará um grande player.

Por fim, o secretário Maia Júnior transmite uma importante informação: 

“Já são 9 os grandes grupos que finalizaram sua intenção de investir em H2V no Ceará, o que nos coloca na dianteira do esforço de atração de investimentos nacionais e estrangeiros para o Hidrogênio Verde”.

TEMOS DE EVITAR O “INVERTEBRADO GASOSO”

E por falar em H2V: o engenheiro José Carlos Braga manda mensagem a esta coluna, com um texto cifrado e instigante:
“Não será a água dessalinizada nem a energia dos ventos que desvirginizarão o início da produção de H2V no Hub do Pecém com a tempestividade desejada”.

Braga prossegue, usando a mesóclise:

“Em breve, descortinar-se-á um Grande Projeto (maiúsculas dele) desenvolvido com lastro, grandeza, lucidez, intelecto, habilidade e união alencarinos, inaugurando, definitivamente, o início da produção, em grande escala, do Hidrogênio Verde do Brasil, o petróleo do Século XXI, a partir desta Terra do Sol”.

No final do texto, José Carlos Braga escreve: “A conferir”. E, em seguida, ele acrescenta:

“Estamos aparando arestas e incorporando fundamentos pragmáticos para evitar o lançamento de ‘invertebrado gasoso’, a exemplo do que planejam alguns aventureiros daqui e d’alhures”.
 
Tudo a conferir, pois, por enquanto, o que há é boa expectativa. 

LUÍS COLLIER COMANDA COCA-COLA EM NY

Tendo sido o principal executivo do Grupo Jereissati no Ceará, o pernambucano Luís Collier Matos -- casado com a cearense Lilian Maria Colares Coelho Nogueira, com quem tem três filhos homens, o mais novo dos quais, Ben Colares Collier, nasceu no ano passado na Filadélfia – acaba de ser designado novo CEO da Coca-Cola no Estado de Nova Iorque (EUA), onde se localiza a principal área de operação da multinacional norte-americana.

Até o mês passado, Collier era um dos responsáveis pela operação da Coca-Cola na Filadélfia (EUA).

Antes de ser contratado pela Coca-Cola norte-americana e logo depois de haver deixado o Grupo Jereissati, Collier viajou com a família para Boston, onde, na Universidade de Hutton, fez MDB em finanças, saindo de lá direto para a Coca-Cola a convite de Paul Mullingan, que foi presidente da empresa no Brasil e hoje é um dos seus maiores engarrafadores na América do Norte.  

CARLO PORRO COMANDA A AGRÍCOLA FAMOSA

Decidiu o Conselho de Administração da Agrícola Famosa, maior produtora e exportadora mundial de melão, com sede no Ceará: seu sócio e CEO Carlo Porro é quem fala sobre os negócios da empresa, que crescem em ritmo de frevo.

Luís Roberto Barcelos, também seu sócio fundador, mantém-se como integrante do Conselho e responsável pelas relações institucionais da empresa, mesma posição que ocupa na Associação Brasileira dos Produtores Exportadoras de Frutas e Derivados (Abrafrutas).

NA MARCA DO PENALTI

Foram quatro pontos perdidos em cobranças de pênaltis. E por isto mesmo o Fortaleza Esporte Clube está no terceiro lugar da Série A do Brasileirão, empatado em número de pontos ganhos (32) com o Palmeiras, que tem uma vitória a mais e um jogo a menos.

O técnico argentino Wojvoda deve aproveitar esta segunda-feira para escolher um bom batedor de pênaltis e fazê-lo treinar horas a fio.
 
Se os dois pênaltis, dos últimos dois jogos, tivessem sido convertidos, o “leão do Pici” estaria na vice-liderança do campeonato, um ponto apenas atrás do líder Atlético Mineiro.

E o Ceará, como o Fortaleza, mais uma vez saiu na frente e permitiu o empate. Ontem, foi assim com o todo poderoso Flamengo. 

Se tivesse ganhado o jogo, estaria no sexto lugar, na Zona da Libertadores, e não no oitavo, como está hoje.
Em tempo: o gramado do Castelão está ruim, muito ruim. Os campos de treino do Fortaleza e do Ceará são melhores do que o da Arena Castelão.

SEGUE SUBINDO O PREÇO DA GASOLINA

Gasolina a R$ 7 por litro, aqui em Fortaleza?

No posto localizado na esquina da Pontes Vieira com Barão de Studart, a gasolina comum é vendida a R$ 6,99.

Falta um centavo para R$ 7.

Isto é injeção na veia da inflação e no bolso do consumidor. A gasolina e o óleo diesel são os combustíveis que movimentam os caminhões que transportam do campo para a cidade toda a produção agrícola.

Se sobe o preço dos combustíveis, sobe o do frete rodoviário.

E sobe o das mercadorias, incluindo o dos alimentos.