Falhas explicam derrota do Ceará, mas peso maior é de Mozart
O time foi superado pelo Novorizontino por 2 a 1 pela Série B
A derrota do Ceará para o Novorizontino por 2 a 1, neste sábado (23), fora de casa, pela Série B, teve frango do goleiro Bruno Ferreira, expulsão de Sánchez, mas também passa muito pelas escolhas do técnico Mozart, que minou qualquer força ofensiva com as substituições no 2º tempo. E isso mina completamente qualquer reação na tabela.
É fato que as convicções devem ser defendidas, são parte da construção individual do raciocínio, mas confesso muita dificuldade com algumas escolhas do treinador. Nessa partida, por exemplo, o Vovô fez um 1º tempo abaixo, saiu atrás na falha do arqueiro logo aos 6, mas deixou tudo igual com Melk aos 45, mesmo sem merecer muito no jogo.
A partir daqui, tudo é escolha: ajustar a defesa ou evoluir o ataque? O roteiro concedeu um oportunidade na etapa final, mas a opção foi a mesma de sempre, de defender e recuar. O retorno de imediato com dois laterais (Sánchez e Rafael Ramos) deixou uma linha de 5 e diminuiu o peso ofensivo, que foi encerrado aos 19, quando a opção foi a substituição justamente de Melk, principal nome criativo da equipe.
Reativo, com bloco baixo, as mexidas transformaram tudo em ataque x defesa. E depois da expulsão de Sánchez, o outro gol do Novorizontino se tornou questão de tempo.
As falhas individuais impactam a partidas. As mexidas de Mozart, no entanto, são a essência do placar.