Ceará iguala maior sequência invicta nordestina na Série A, mas tem margem para evolução

O time cearense empatou sem gols com o Atlético-GO neste domingo (8) pela 15ª rodada

Atletas de Ceará e Atlético-GO disputam bola
Legenda: Ceará e Atlético-GO tiveram um jogo muito truncado e empataram em 0 a 0 no 1º turno
Foto: Kid Júnior / SVM

O Ceará faz uma campanha consistente na Série A do Brasileiro: longe da zona de rebaixamento, próximo do G-6 e agora com 11 jogos de invencibilidade na competição. A sequência é a maior da história do futebol nordestino no atual formato, igualando o desempenho do Sport de 2015.

Entra para o recorde pela competitividade, a principal característica sob comando de Guto Ferreira. O empate com o Atlético-GO, neste domingo (8), foi mais um no rol de jogos que o time não teve a força suficiente para vencer, mas pontuou. A soma segue.

MAIOR SEQUÊNCIA INVICTA DOS CLUBES NORDESTINOS NA SÉRIE A

  • Ceará: 11 jogos de invencibilidade em 2021
  • Sport: 11 jogos de invencibilidade em 2015
  • Bahia: 9 jogos de invencibilidade em 2019
  • Fortaleza: 8 jogos de invencibilidade em 2020
  • Vitória: 7 jogos de invencibilidade em 2013
  • Náutico: 6 jogos de invencibilidade em 2007 e 2008

 

Das 15 rodadas, conseguiu ampliar a pontuação em 13 - soma agora 23, colocado no G-6 da tabela. Há mérito no desempenho coletivo e na solidez defensiva. O entrave existe nas partidas truncadas, por vezes falta de dominância quando possível, o que indica que há margem para evoluir.

NÚMEROS DE CEARÁ 0X0 ATLÉTICO-GO

  • Posse de bola: 41% x 59%
  • Finalizações: 19 x 7
  • Passes: 350 x 514
  • Faltas: 18 x 15
  • Duelos ganhos: 60 x 58

Retorno de Luiz Otávio

Da atuação como um todo, um ponto que exige capítulo positivo é o zagueiro Luiz Otávio. Líder do elenco, retornou aos gramados após dois meses e foi seguro ao lado de Messias. O capitão alvinegro, com 32 anos, é um acréscimo no melhor setor da equipe no Brasileirão.

A dupla cedeu pouco espaço ao Atlético-GO. Quando superada, o goleiro Richard estava atento. Os laterais Pacheco e Buiú também contribuíram acompanhando os pontas, sempre com apoio do meio-campo, especialmente do volante Fernando Sobral em nova grande atuação.

Ataque em dívida

O paradoxo alvinegro está no ataque. Sem sofrer o suficiente, também não consegue imposição necessária para o grande susto no adversário - a pressão sufocante do quase gol. E o jogo parece ficar travado na marcação. Por isso, o setor de criação é o aspecto de desenvolvimento.

Foto: Divulgação/Atlético-GO

As peças como um todo podem render mais. Vina atravessa má fase, Mendoza entrega pouco e a falta de protagonismo coletivo sobrecarrega Lima, que assume o papel principal. A perspectiva criativa é um ponto carente no Brasileirão sem a condição necessária para a finalização.

Em tese, a análise é a mesma internamente. Os últimos reforços foram no setor. Com Erick e Airton, a comissão técnica ganha mais alternativas, mas a dívida ainda é grande. É preciso demonstrar maior ambição em conquistar os resultados para o salto de mentalidade no Brasileirão.