Cartas de Pokémon viram mercado de luxo e febre entre jogadores de futebol
A história foi o tema do 2º episódio do Além da Bola
A nova 'febre' entre os jogadores de futebol é a compra de cartas de Pokémon. O mercado existe desde 1996, mas se tornou artigo de luxo com o tempo, com itens custando milhões, em um novo movimento de cultura, nostalgia e status social. O interesse cresceu também com a chegada do atacante Neymar, do Santos, no ramo de colecionador.
O Além da Bola, seção do Diário do Nordeste que conta curiosidades relacionadas ao futebol, detalha esse história no 2º episódio do quadro.
Milhões em Pokémon
Nos últimos meses, diversos astros do futebol mundial mundial se apresentaram como colecionadores de Pokémon. A lista é extensa e tem nomes como Griezmann, Depay, Dani Olmo, João Cancelo, Lamine Yamal e agora até o Neymar.
O camisa 10 do Santos fez uma live abrindo pacotes ao lado do filho Davi Lucca no Instagram. Depois ainda trocou mensagens com Depay sobre trocar cartas.
Assim, o universo Pokémon chegou no futebol, mas essa história inicia em 1996, no Japão. Naquele ano foi lançado o Pokémon Trading Card Game, um jogo de estratégia.
O objetivo era fazer batalhas de cartas inspiradas no anime, mas isso se tornou uma obsessão na época. Com o tempo, as cartas antigas viraram relíquias.
A corrida pelas lendárias começou, os adultos foram em busca da nostalgia e isso virou um mercado de luxo. Em fevereiro de 2026, a edição Pikachu Illustrator foi vendida por R$ 90 milhões pelo influenciador Logan Paul. E essa negociação entrou no Guinness Book pelo preço.
De 1996 até hoje, a mesma empresa segue lançando novas cartas. São milhares de versões, e a cada ano, o item só se valoriza, virou artigo de colecionador.
Para muitos especialistas, Pokémon é a franquia mais rentável da história, superando marcas como Marvel, Harry Potter e Star Wars. A tendência é inflacionar ainda mais com a chegada dos jogadores de futebol.
Deste modo, abrir pacote virou competição, nostalgia, hobby e agora demonstração de status.