O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) ofereceu denúncia contra o presidente licenciado da Comissão de Arbitragem da Federação Cearense de Futebol (FCF), Paulo Silvio dos Santos, por assédio sexual e importunação sexual contra árbitras do quadro cearense. O caso tramita em segredo de Justiça.
A decisão foi tomada na última terça-feira (11), menos de um mês depois que quatro árbitras buscaram a 1ª Delegacia da Mulher de Fortaleza para fazer acusações contra o dirigente, que comandou a arbitragem cearense entre 2017 e 2026.
No dia 27 de julho, a Polícia Civil do Ceará havia indiciado Paulo Silvio por assédio sexual e importunação sexual. Agora, finalizada a fase de investigação, o caso segue para a fase judicial, inicialmente com análise da Justiça do Ceará à denúncia.
Tornozeleira eletrônica
Na última quarta-feira (12), o Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJCE) concedeu medida protetiva cautelar a uma das quatro árbitras que acusam o dirigente de assédio sexual. Paulo Silvio está proibido de manter contato com a profissional e terá que respeitar distância de 300 metros.
Para isso, a juíza Adriana da Cruz Dantas determinou que o dirigente utilize tornozeleira eletrônica, e que a árbitra receba um dispositivo apto a alertá-la sobre eventual aproximação do monitorado. O descumprimento da decisão é passível de decretação de prisão preventiva.
Afastamento do cargo
Paulo Silvio solicitou afastamento temporário do cargo de presidente da Comissão de Arbitragem da FCF no dia 14 de julho, mesmo dia em que as árbitras denunciaram o caso à Polícia Civil. No dia seguinte, a FCF instaurou uma investigação interna. Os trabalhos ainda não foram concluídos.
Espaço para defesa
O Diário do Nordeste contactou o advogado de Paulo Silvio, para saber se haveria algum posicionamento sobre a denúncia do Ministério Público, mas não recebemos retorno até o momento desta publicação. O espaço permanece aberto para atualização.
Na ocasião do registro dos primeiros BOs, o chefe de arbitragem negou as acusações. "O Sr. Paulo Silvio nega, de forma veemente, as alegações que lhe são atribuídas e afirma que jamais praticou qualquer conduta de assédio sexual, importunação sexual, violência sexual ou qualquer outro ato ilícito".
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