Cantor cearense revela vício em apostas e alerta: 'Isso não é vida para ninguém'

Jovem afirma ter começado a jogar há cinco anos e não conseguiu mais parar.

Escrito por Renato Bezerra renato.bezerra@svm.com.br
13 de Julho de 2026 - 14:17
capa da noticia
Legenda: O jovem disse que decidiu gravar o vídeo como desabafo e para que sirva de alerta para as pessoas.
Foto: Reprodução Instagram

O cantor cearense Victor Custódio Gomes, conhecido como Vittim, usou as redes sociais para alertar sobre o vício em apostas esportivas on-line, as chamadas bets. Em vídeo publicado no Instagram, o jovem de 23 anos desabafou sobre o prejuízo que a prática causou em sua saúde mental. 

"Eu acabei com a minha vida em apostas esportivas, apostas de cassino, essas coisas. Vocês já devem ter ouvido muitos relatos sobre isso, de outras pessoas. Meu caso não foi diferente, acabei perdendo uma vida nessa desgraça de jogo", disse na publicação. 

O jovem, que é natural de Ipu, no interior do Estado, disse ao Diário do Nordeste que decidiu gravar o vídeo como desabafo e para que sirva de alerta para as pessoas.

Ele contou ter começado a jogar há cerca de cinco anos, por influência de pessoas próximas, e após ganhar nas primeiras apostas, passou a jogar valores cada vez mais altos, não conseguindo parar mais. 

Comecei com R$10, depois fui para R$ 20, depois R$ 30, porque eu estava ganhando. Isso com dinheiro em espécie em casas de apostas presencialmente. E conforme eu ia ganhando, ia colocando mais dinheiro na casa. Aí depois apareceu esses cassino on-line e as casas de aposta foram evoluindo também, e comecei a jogar pelo celular. Depois disso ficou pior ainda, eu comecei a aumentar as apostas para R$ 100, R$ 200, R$ 400, e fui perdendo o controle de tudo e de mim mesmo"
Victor Custódio Gomes
Cantor

Prejuízo financeiro de R$ 740 mil  

Após cinco anos apostando, segundo Victor, o prejuízo financeiro chega a aproximadamente R$ 740 mil. "Puxei todos os extratos e foi essa a movimentação dos meus bancos para as casas de aposta nesse tempo. O dinheiro que ganhava nos shows não dava tempo nem de chegar em casa direito, já pegava pra jogar". 

O jovem disse ainda que chegou a vender os equipamentos musicais para alimentar o vício. "Quando ia acabando o dinheiro eu ia vendendo os equipamentos. Chegou um tempo que eu não tinha mais nada, nem um microfone pra cantar. Mas nunca deixei de fazer os shows, pegava emprestado com alguém e continuava", relatou. 

Victor fala que chegou a fazer tratamento psicológico por cerca de um ano, mas não conseguiu se livrar da dependência. Atualmente, conforme acrescenta, tenta pequenas atitudes no dia a dia para ajudar no processo, dormir mais cedo do que o habitual e evitar mexer no celular. 

"Força de vontade eu tenho. Sigo aqui de cabeça erguida, com muita vontade de superar tudo isso. Dinheiro a gente recupera, o importante é que eu estou com vida ainda. Quero trabalhar, conquistar meu patrimônio novamente. E pretendo fazer atividades físicas, que eu fazia mas que parei por conta do vício", afirmou. 

 

Assuntos Relacionados

Edição do Dia