Fecha o Júlia Jorge
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Redação
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Foi com tristeza, mas sem surpresa, que chegou a notícia do fechamento do Colégio Júlia Jorge, após quarenta anos de funcionamento desse tradicional e, ao mesmo tempo, moderno, centro de formação educacional da Campanha Nacional de Escolas da Comunidade (CNEC).
Esse modelar estabelecimento de ensino, inaugurado pelo presidente Castello Branco, em 1967, ocupou, em Fortaleza, àquela época, o fosso que separava o ensino público, em clara degradação no Brasil, pós-1964, do ensino privado, ministrando educação de qualidade, a preços razoáveis, condizentes com o poder aquisitivo da classe média da capital cearense. De fato, esse colégio tinha mensalidades mais modestas e dava descontos generosos, em função da quantidade de familiares matriculados e da condição sócioeconômica de parte dos alunos, porquanto a CNEC não visava lucro.
Nos seus primeiros anos de atividade, esteve sob a direção do saudoso Prof. Francisco Oscar Rodrigues, educador e administrador escolar talentoso e inovador, auxiliado pelo Prof. Antônio Pinto de Galiza, então vice-diretor, pessoa diligente e dotada de alto senso de responsabilidade; com ambos, ainda no primeiro lustro, conquistou o reconhecimento da população local como um dos melhores colégios de Fortaleza, ombreando-se aos de longa tradição, construída ao cabo de décadas. Muitos dos concludentes do científico tinham êxito no vestibular, sem necessidade de ´cursinho´ preparatório, e lograram formação superior, destacando-se pelo número de médicos, engenheiros, economistas e advogados.
O Júlia Jorge era, nos anos sessenta e setenta, a melhor opção de ensino médio (ginásio e científico) para os jovens dos bairros adjacentes, dispostos no percurso das avenidas Bezerra de Menezes e Jovita Feitosa, evitando o deslocamento dos estudantes residentes nessas áreas para colégios mais caros, fincados na região da Aldeota. O cerramento das portas desse colégio, decorrente de vários motivos superpostos, traz a sensação de perda para milhares de ex-alunos que dele guardam a recordação de venturosos anos da juventude ali passados.
MARCELO GURGEL CARLOS DA SILVA
Médico e economista
Esse modelar estabelecimento de ensino, inaugurado pelo presidente Castello Branco, em 1967, ocupou, em Fortaleza, àquela época, o fosso que separava o ensino público, em clara degradação no Brasil, pós-1964, do ensino privado, ministrando educação de qualidade, a preços razoáveis, condizentes com o poder aquisitivo da classe média da capital cearense. De fato, esse colégio tinha mensalidades mais modestas e dava descontos generosos, em função da quantidade de familiares matriculados e da condição sócioeconômica de parte dos alunos, porquanto a CNEC não visava lucro.
Nos seus primeiros anos de atividade, esteve sob a direção do saudoso Prof. Francisco Oscar Rodrigues, educador e administrador escolar talentoso e inovador, auxiliado pelo Prof. Antônio Pinto de Galiza, então vice-diretor, pessoa diligente e dotada de alto senso de responsabilidade; com ambos, ainda no primeiro lustro, conquistou o reconhecimento da população local como um dos melhores colégios de Fortaleza, ombreando-se aos de longa tradição, construída ao cabo de décadas. Muitos dos concludentes do científico tinham êxito no vestibular, sem necessidade de ´cursinho´ preparatório, e lograram formação superior, destacando-se pelo número de médicos, engenheiros, economistas e advogados.
O Júlia Jorge era, nos anos sessenta e setenta, a melhor opção de ensino médio (ginásio e científico) para os jovens dos bairros adjacentes, dispostos no percurso das avenidas Bezerra de Menezes e Jovita Feitosa, evitando o deslocamento dos estudantes residentes nessas áreas para colégios mais caros, fincados na região da Aldeota. O cerramento das portas desse colégio, decorrente de vários motivos superpostos, traz a sensação de perda para milhares de ex-alunos que dele guardam a recordação de venturosos anos da juventude ali passados.
MARCELO GURGEL CARLOS DA SILVA
Médico e economista