A Meta — gigante americana de tecnologia dona do Instagram, Facebook e WhatsApp — anunciou na última segunda-feira (29) a aquisição da Manus, uma inteligência artificial (IA) desenvolvida pela startup chinesa Butterfly Effect e popularmente chamada de "nova DeepSeek".
A compra ocorre em um momento de intensificação da rivalidade tecnológica entre Pequim e Washington. Essa aquisição, cujo valor ainda não foi divulgado, mas estima-se que seja entre US$ 2 bilhões e US$ 3 bilhões, evidencia a estratégia de Mark Zuckerberg focada em IA.
"A Manus desenvolveu um dos agentes autônomos mais capazes e versáteis [...]. Continuaremos a operar e comercializar o serviço da Manus e o integraremos aos nossos produtos", comunicou a Meta.
"Esta não é apenas uma aquisição. É a confirmação de que o futuro que estamos construindo está chegando mais rápido do que o esperado: a era da IA que não apenas fala, mas age, cria e inova, está apenas começando”, comentou Xiao Hong, CEO da Manus, no X.
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Como é a IA comprada pela Meta
A Manus foi lançada em março passado pela startup Butterfly Effect Technology, com sede em Pequim, e é um agente de IA que não compete no mesmo mercado que os assistentes conversacionais da DeepSeek, da China, ou da OpenAI (ChatGPT), dos Estados Unidos.
Esses agentes de IA fornecem respostas a perguntas por meio de uma interface de bate-papo, enquanto a Manus foi projetada para executar tarefas de maneira autônoma do início ao fim, como triagem de currículos e reservas de viagens, por exemplo.
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O que é a DeepSeek?
A DeepSeek é uma IA que compete diretamente com o ChatGPT e o Gemini. Mas, diferentemente dos concorrentes, que focam em responder perguntas, a chinesa é focada em programação e automatização de tarefas.
Além disso, a DeepSeek se diferencia por ter modelo de código aberto e ser mais acessível.
É uma IA confiável?
Especialistas no assunto recomendam que a DeepSeek seja usada com cautela, especialmente em relação à privacidade dos dados, uma vez que não há informações suficientes sobre a segurança das informações compartilhadas.
Tanto que, por esse motivo, a IA chegou a ser banida de equipamentos governamentais da Austrália, Itália, Taiwan e Estados Unidos.