Um samba na gaita escocesa

Leia a Coluna desta quarta-feira

Escrito por
Tom Barros tom.barros@svm.com.br
Legenda: A Seleção Brasilera enfrenta a Escócia nesta quarta-feira buscando afirmação
Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Chegou a hora, chegou, chegou. O Brasil vai em busca da vitória diante da Escócia. Com todo respeito ao adversário, sou mais o pinho do que a gaita escocesa. Sou mais o gingado do samba do que as danças alegres deles. Mas somente vamos ver como a banda toca, quando a bola rolar logo mais em Miami. 

Os segredos de Ancelotti são guardados a sete chaves. Mesmo assim, há alguns furinhos que remetem a mudanças. Finalmente, Neymar Jr. Como entrará? Em que tempo entrará? A vontade dele é explícita. Teste de fogo. Torço para dar certo. Mas sei que há muita gente botando mau-olhado. 

Quem pode entrar no lugar de Raphinha? Diante das posições de Carlo Ancelotti, não tenho a menor ideia. O normal seria a entrada de Ryan, que substituiu Raphinha no jogo passado, após a contusão do jogador. Mas tudo é possível. Para a linha de frente também estão aí Endrick e Luiz Henrique. 

Pelo histórico das duas seleções em Copas do Mundo, o Brasil é o favorito. Como a Seleção Brasileira ainda não convenceu, há um certo temor de que as coisas possam caminhar para uma zebra. O receio procede. 

 

Primeira fase 

 

A Escócia está na sua nona Copa do Mundo. Antes, disputou as Copas de 1954 (Suíça), 1958 (Suécia), 1974 (Alemanha Ocidental), 1978 (Argentina), 1982 (Espanha), 1986 (México), 1990 (Itália) e 1998 (França). E todas, não passou da primeira fase. Agora, precisa ganhar do Brasil para não depender de terceiros. 

 

Destaques 

 

A Escócia tem destaques em times europeus. O principal é o meio-campista Scott McTominay, do Napoli da Itália; Andy Robertson, lateral-esquerdo e capitão da equipe, do Liverpool; John McGinn, meia do Aston Villa. E o jovem, de 20 anos, Ben Gannon Doak, colega do brasileiro Ryan, no Bournemouth da Inglaterra. 

 

Aniversário 

Hoje, Lionel Messi está completando 39 anos de idade. O mundo o reverencia. Ídolo incontestável. Está dando show na atual Copa do Mundo. Seus passes são perfeitos. Seus gols, verdadeiras obras de arte. No momento, é o maior artilheiro de todas as Copas, com 18 gols. Que exemplo de profissional! 

 

Exemplo 

 

Outro exemplo notável é o português Cristiano Ronaldo. Na vitória (5 x 0) de ontem sobre o Uzbequistão, Cristiano fez dois gols. Ele está com 41 anos. Participa de sua sexta Copa do Mundo. Marcou gols em seis mundiais. Um recorde que dificilmente será quebrado. 

 

Incomparável 

 

Quando o assunto é recorde, ninguém pode esquecer o atacante francês Just Fontaine. É dele o recorde mundial que também dificilmente será batido: marcou 13 gols em uma única Copa do Mundo, a de 1958 na Suécia. Inclusive foi dele um dos dois gols da França na vitória do Brasil (5 x 2). Pelé fez três nessa partida.  

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