Um Clássico-Rei nos dois extremos

Confira a coluna desta sexta-feira (11) do comentarista Tom Barros

Escrito por
Tom Barros jogada@svm.com.br
(Atualizado às 08:50)
Legenda: Ceará e Fortaleza se enfrentam em mais um Clássico-Rei pela Série B
Foto: Ismael Soares / SVM

Há muitos e eternos motivos que sustentam a rivalidade entre Ceará e Fortaleza. Uma disputa centenária que mais cresce e se valoriza, na medida em que os anos passam. Domingo, mais uma edição. E agora em circunstâncias bem especiais porque mexem com os dois extremos da Série B nacional. 

O Fortaleza, na parte alta, mira o G-2, faixa que classifica direto para a Série A. Tem a concorrência do Criciúma e do Vila Nova, que estão logo atrás. E, nas duas primeiras colocações, Juventude e Novorizontino. Vitória no clássico será fundamental para as pretensões tricolores. 

O Ceará, na parte baixa, luta para abrir distância, visando a afastar-se da zona de rebaixamento. Tem como concorrentes diretos o Botafogo, que está à frente pelo saldo de gols, e o Avaí, que vem logo atrás, com apenas dois pontos de diferença. Vitória alvinegro será igualmente fundamental. 

Pelas circunstâncias, haverá emoções nos dois extremos. Há um tabu de 15 jogos que o Ceará vem sustentado diante do Fortaleza. Mas costumo dizer que cada clássico-rei tem a sua própria história. Não há conexões entre eles.   

Situação 

Não há dúvida que, na parte técnica, o Fortaleza está melhor. Os próprios números dão testemunho disso. A despeito das crises que experimentou, o Leão parece ter superado a parte mais difícil. Claro que ainda há alguns gargalos internos no Pici, mas em campo o time vai superando bem os óbices. 

Oscilação 

O Ceará conseguiu, no momento, o mais importante: sair da zona de rebaixamento. Há um complexo enorme, que pesa toneladas, quando o time está na zona maldita. O problema alvinegro é a oscilação. Quando dá sinais de retomada, logo vem um tropeço na rodada seguinte. Isso é preocupante. 

Imprevisível 

O bom no Ceará é a imprevisibilidade. Aliás, isso é uma consequência natural das oscilações. De repente, o Vozão pode fazer um grande jogo, com produção coletiva ajustada. Daí, inclusive, o tabu mantido diante do Fortaleza. Diante do Leão, o Ceará tem se agigantado. É mais um ingrediente para o clássico-rei. 

Outro assunto 

Amanhã, no Catuleve (Clube de Aviação Desportiva), em Aquiraz, a chegada triunfal do piloto Alexandre Frota, o Alex Bacana, concluindo a volta ao mundo, sozinho, em um monomotor. É o primeiro brasileiro a realizar tão notável feito. Será escoltado por várias aeronaves do clube.  

Trajetória 

Alex Bacana decolou do Catuleve no dia 15 de março. Percorreu aproximadamente 74 mil quilômetros. Cruzou os cinco continentes: América, Europa, África, Ásia e Oceania. Passou por 45 países. Comanda o avião monomotor experimental RV-10. A jornada foi batizada de "Frotas pelo Mundo". Parabéns, Alex Bacana.

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