Série B: as incertezas continuam

Leia a coluna de Tom Barros

Escrito por
Tom Barros producaodiario@svm.com.br
Legenda: Ceará e Fortaleza durante Clássico-Rei na Arena Castelão.
Foto: Thiago Gadelha/SVM

Faltam dez rodadas para terminar a fase única da Série B, que classifica de forma direta dois times para a Série A. Depois, haverá o playoff, um sistema mata-mata que classifica mais duas equipes para a Série A, ou seja, 3º x 6º e 4º x 5º, em jogos de ida e volta.  

Na parte alta, como a diferença de pontos é mínima, não há ainda ninguém seguro nos dois primeiros lugares, que garantem ascensão direta. São os postos mais cobiçados e, por isso mesmo, frequentados por clubes diferentes ao longo das recentes jornadas. E a tendência é seguir assim. 

Na parte baixa, ou seja, na zona de rebaixamento ou em torno dela, há igualmente incertezas que incomodam. A mínima diferença de pontos entre Ceará, Botafogo-PB e Avaí tem provocado alternâncias nas entradas e saídas da zona maldita. As preocupações aumentam a cada rodada. 

O Fortaleza está tranquilo porque ocupa posição que, no momento, leva ao playoff. E pode claramente até o final chegar entre os dois primeiros. Já a preocupação do Ceará é maior, por motivos óbvios. 

Decisão 

Há jogadores que se destacam mais nos grandes jogos e nas grandes decisões. No Clássico-Rei, Melk, do Ceará, foi um exemplo do que acabo de citar. A forma como entrou no lance que resultou no seu gol, o de empate, revelou o seu poder de definição, máxime quando na reta final. 

Outro 

O atacante do Fortaleza, Vitinho, tem confirmado sua personalidade nos jogos importantes. Vitinho sempre se mostra bem à vontade por maior que seja a pressão. Seus gols, geralmente de bela feitura, também dão um atestado do seu alto poder de conclusão. 

Repórter e treinador 

Nestes meus 61 anos de profissão, encontrei alguns treinadores e jogadores difíceis na hora de entrevistar. Com habilidade, evitei os confrontos. Sempre suavizei as situações. Cito três: Givanildo Oliveira, Mário Sérgio e Urubatão Nunes. Com educação e respeito tudo se resolve.   

Indelicadeza 

No início de minha carreira, na década de 1960, fui entrevistar o Dino Sani, volante do São Paulo. Jogo no PV. Dino tinha sido campeão do mundo pelo Brasil em 1958. Não sei o motivo pelo qual ele se irritou, dizendo que estava cansado de responder a mesma pergunta. Eu disse: então não responda. Ele sorriu. Fim de papo. 

Conclusão 

Há treinadores arrogantes. Há treinadores simpáticos. Há treinadores temperamentais. Há treinadores humildes. Há os "sábios", que se julgam acima dos pobres mortais. Há os boçais. Assim em todas as profissões. Inclusive na nossa profissão de cronistas. Os arrogantes e "sábios" eu chamo de bobinhos.

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