Sem o Bahia a Copa do Nordeste é banguela
Leia a coluna do Tom Barros
Depois do Clássico-Rei do próximo domingo, que apontará o campeão cearense de 2026, os holofotes estarão voltados para a Copa do Nordeste. Na programação, dois clássicos cearenses: Ferroviário x Fortaleza na primeira rodada e Ceará x Fortaleza na terceira rodada.
O regulamento é bem simples e objetivo. Em cinco jogos, a definição para as quartas de final. Os dois primeiros de cada grupo seguem adiante. Os demais times voltam para casa. Nas quartas de final, em jogo simples, cada vencedor irá para as semifinais. Daí em diante, jogos de ida e volta.
Teoricamente, o nível da Copa do Nordeste será bem superior ao nível do certame estadual. Um processo de escalada, ou seja, das disputas menos qualificadas para as mais exigentes. Assim, na sequência, a Série B nacional. Começará aí a necessidade de um futebol mais qualificado.
O Campeonato Cearense, se visto por um ângulo mais benevolente, foi uma espécie de pré-temporada. A Copa do Nordeste vem como processo de maturação. A Série B será o principal objetivo, instrumento de ascensão à Série A.
Meta
O time pode ser campeão estadual e campeão regional (Copa do Nordeste), mas, se não subir para a Série A de 2027, terminará o ano com a sensação de fracasso. Então, os títulos conquistados serão esquecidos. Resumo: a meta principal é subir para a Série A. O resto é consolação.
Qualidade
Ainda não vejo o Fortaleza e o Ceará em condições chegar entre os dois primeiros da Série B. Como a tendência é crescer de produção na medida em que o certame regional for avançando, guardo a esperança de significativas melhoras. No momento, a qualidade está bem abaixo do esperado.
Concorrentes
É interessante observar que os demais concorrentes estão mais ou menos dentro da mesma situação, ou seja, saindo das competições estaduais. Acredito que somente após algumas rodadas será possível a formação de um juízo sobre o nível da Copa do Nordeste.
Diferença
A Copa do Nordeste é importante, mas não tem a abrangência que o Nordestão teve no final da década de 1960. O Nordestão compreendia clubes da Bahia ao Amazonas. Observem que em 1969 a conquista do Ceará foi exatamente em um confronto com o Clube do Remo, de Belém.
Ausência
A Copa do Nordeste, sem o Bahia, parece uma arcada dentária composta por dentes alvinhos, bem cuidados, mas faltando o incisivo central superior. Não dá para fazer um sorriso, sem que a banguela apareça. Guardadas as devidas proporções, seria uma Série A sem o Flamengo.